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EUA ampliam armada no Oriente Médio em meio a tensões com Irã

EUA ampliam presença militar no Oriente Médio

As forças armadas dos Estados Unidos no Oriente Médio receberam, nesta quarta-feira (25), o reforço de uma dúzia de caças F-22, que foram deslocados de bases temporárias no Reino Unido para Israel.

Essas aeronaves, uma das mais avançadas da frota americana, possuem a capacidade de atacar alvos tanto em terra quanto no ar sem serem detectadas. Os F-22 estiveram envolvidos na Operação Midnight Hammer, que resultou em bombardeios a instalações militares iranianas no ano passado.

Além dos caças, a armada americana na região inclui dois porta-aviões, 13 contratorpedeiros e destróieres, além de três embarcações de combate e outros equipamentos da Força Aérea.

De acordo com o Centro para Estudos Internacionais Estratégicos, a atual frota da Marinha dos EUA é comparável àquela mobilizada durante a Operação Raposa do Deserto, em 1998, quando o então presidente Bill Clinton ordenou ataques contra o Iraque.

A Casa Branca não forneceu clareza sobre a estratégia em relação a um possível bombardeio e também não apresentou um plano para o que ocorrerá após eventuais ataques. Militares do Pentágono tentam alertar o presidente sobre os riscos de um conflito prolongado, mas suas preocupações não parecem ser ouvidas.

Na tentativa de evitar um confronto, delegações dos dois países participarão de uma nova rodada de negociações em Genebra nesta quinta-feira. Donald Trump enviou seu genro, Jared Kushner, e o enviado americano para assuntos de conflito, Steve Witkoff, para dialogar com ministros do governo do aiatolá Ali Khamenei.

O governo Trump busca que o Irã descontinue seu programa nuclear e renuncie a seu arsenal de mísseis balísticos. Teerã, por sua vez, resiste a ceder, considerando esses elementos essenciais para sua sobrevivência na região.

O presidente iraniano, Massoud Pezeshkian, expressou otimismo em relação às negociações, afirmando que o país pretende conduzir as conversas para superar o estado de "nem guerra, nem paz", em alusão às ameaças dos EUA.

Paralelamente ao cerco militar, os Estados Unidos intensificaram a pressão econômica sobre o Irã. O Departamento do Tesouro americano anunciou novas sanções contra empresas, indivíduos e embarcações supostamente ligadas à venda e produção ilegal de mísseis balísticos iranianos.

Durante seu discurso no Estado da União, Trump acusou o Irã de desenvolver mísseis capazes de atingir os EUA, o que Teerã classificou como "mentiras". O presidente americano também reiterou suas intimidações à República Islâmica.

"Minha preferência é resolver esse problema por meio da diplomacia. Mas uma coisa é certa: eu nunca vou permitir que o patrocinador número um do terrorismo, que os iranianos são de longe, tenha uma arma nuclear", afirmou Trump.

A oposição democrata considera que um ataque ao Irã seria um erro grave, atribuindo a escalada das tensões à falta de habilidade diplomática da Casa Branca. Em entrevista à CNN, a ex-presidente da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi, criticou as ameaças, chamando-as de "ineptas".

"Todos nós concordamos que o Irã não pode ter uma arma nuclear. O presidente Obama, de forma magistral, encontrou uma solução diplomática para um acordo nuclear com o Irã. Ele reverteu isso, rejeitou, e agora está usando a ameaça militar. É tão ridículo", concluiu Pelosi.


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