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Estupro coletivo no RJ: suspeito tentou relação íntima em 2024, diz vítima

Estupro coletivo em Copacabana: histórico de tentativas

Um dos suspeitos do estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos em Copacabana, ocorrido em 31 de janeiro, já havia tentado estabelecer uma relação sexual com a jovem em 2024. De acordo com o inquérito da 12ª DP (Copacabana), Mattheus Verissimo Zoel Martins, de 19 anos, fez essa tentativa, mas foi rejeitado pela vítima na ocasião.

A adolescente relatou à Polícia Civil que, durante um ato sexual com seu ex-namorado, que também é menor de idade, Mattheus estava presente no local, que pertencia a um parente do ex.

Conforme o relatório, Mattheus solicitou para participar do ato íntimo, mas a jovem negou prontamente.

Investigação e emboscada planejada

A investigação caracteriza o estupro coletivo como uma "emboscada planejada". O ex-namorado atraiu a vítima para um apartamento na Rua Ministro Viveiros de Castro sob o pretexto de um encontro.

O imóvel, pertencente à família de outro suspeito, Vitor Hugo Oliveira Simonin, foi invadido por Mattheus e outros jovens adultos após o início do encontro.

Além de Mattheus e Vitor Hugo, a polícia procura Bruno Felipe Allegretti e João Gabriel Xavier Bertho. A Justiça do Rio de Janeiro decretou a prisão preventiva dos quatro adultos, que permanecem foragidos após a operação "Não é Não".

Medidas administrativas e defesa

A conduta do adolescente mentor está sendo analisada pela Vara da Infância e da Adolescência, conforme o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente). As instituições de ensino e o clube onde os suspeitos atuavam tomaram medidas administrativas.

O Colégio Pedro II iniciou o desligamento de dois envolvidos, enquanto a UNIRIO suspendeu Bruno Felipe por 120 dias. O Serrano Football Club suspendeu o contrato de João Gabriel. O exame de corpo de delito confirmou lesões compatíveis com violência física na vítima.

A defesa de João Gabriel nega as acusações, afirmando que a jovem teria consentido com a presença dos demais no quarto. A CNN Brasil busca contato com a defesa dos outros envolvidos no caso.


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