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Estudar mais tempo nem sempre te ajuda a aprender mais

A armadilha da carga cognitiva: por que estudar mais tempo nem sempre te ajuda a aprender mais

Você tenta estudar, mas é difícil. Você lê o texto várias vezes, mas não retém nada.

A solução não é necessariamente passar cada vez mais horas examinando suas anotações, segundo a especialista em educação Noelia Valle, professora de fisiologia da Universidade Francisco de Vitoria, na Espanha. Ela é a criadora do site de divulgação científica La Pizarra de Noe ("A lousa de Noe", em tradução livre).

"Imagine tentar encher uma garrafa d'água com uma mangueira de incêndio com potência máxima", compara ela, em um artigo no site de notícias acadêmicas The Conversation. "A maior parte da água seria derramada e a garrafa continuaria meio vazia."

A carga cognitiva é a quantidade de esforço mental (a receita) que a memória de trabalho deve realizar para processar (cozinhar) as novas informações, segundo Valle.

A memória de trabalho e a carga cognitiva

A memória de trabalho é a capacidade ou espaço de trabalho cerebral que manipula certas informações de forma temporária, a fim de realizar tarefas complexas como o raciocínio, explicou Valle à BBC.

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Agora você pode receber as notícias e informações sobre a vida cotidiana, como a política, a cultura, o esportes e mais, diretamente no seu e-mail, de forma rápida e eficiente, segundo Valle.

O sono é fundamental para os processos de consolidação da memória, segundo Valle.

"Sabemos que, enquanto dormimos, o sistema glinfático limpa o cérebro dos resíduos metabólicos e também que, enquanto sonhamos [fase REM], repetimos o que foi aprendido durante o dia, o que ativa os mesmos neurônios e reforça suas conexões."

Leia aqui o artigo de Noelia Valle no site de notícias acadêmicas The Conversation, com mais conselhos para professores e estudantes. E o site de divulgação científica da professora, "La Pizarra de Noe", está disponível neste link.

Se você tentar aprender algo novo, mas não conseguir, o que fazer?

Então, aconselho-a começar fragmentando as informações. Deixe-as em pedaços tão pequenos que pareçam ridículos, de tão fáceis de aprender. Esses pequenos sucessos gerarão dopamina, que ajudará a superar os desafios.

Também aconselha a preparar esquemas simples com palavras-chave, para garantir que a ordem está correta.

"Depois, você passa a elaborar mapas conceituais complexos, integrando as informações relacionadas", orienta a professora.


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