Este é o momento de libertar iranianos, diz cônsul de Israel em SP
Cônsul de Israel defende a libertação de iranianos
O cônsul de Israel em São Paulo, Rafael Erdreich, declarou à CNN Brasil que “este é o momento de libertar essas pessoas” do regime da República Islâmica do Irã. Ele ressaltou que “toda bomba que está caindo tem endereço”, enfatizando a conexão com o projeto nuclear ou a guarda revolucionária.
Nos primeiros três dias de conflito, Estados Unidos e Israel já atacaram mais de 1.200 alvos, e esse número deve aumentar rapidamente.
Imagens de satélite revelam navios iranianos em chamas, enquanto a análise indica que os europeus não apoiam a operação dos EUA no Irã. Dan Caine afirmou que os EUA possuem “superioridade aérea” sobre o Irã.
Erdreich reforçou que tanto Israel quanto os Estados Unidos não visam alvos civis no país. “Estamos aqui para dar assistência também aos iranianos. Não é o objetivo dos EUA ou de Israel atacar civis”, afirmou.
O cônsul também destacou que o Irã não deixou alternativa a não ser a realização de ataques. “Não tivemos outra opção. As negociações não foram para frente. O Irã está avançando com um projeto que ameaça todos os estados do mundo”, comentou.
Os ataques iniciados no último sábado (28) devem se intensificar. Erdreich previu que “está muito intenso e vai ser mais intenso nos próximos dias. Vamos ter ataques maiores. Como o presidente Trump estava dizendo, vamos colocar mais força em cima do Irã para atingir os objetivos”.
Os alvos incluem a destruição do projeto nuclear iraniano, a interrupção da produção de mísseis balísticos e drones, além de atacar a guarda revolucionária e desmantelar a marinha iraniana, que, segundo Erdreich, representa uma ameaça ao comércio mundial.
Conflito no Oriente Médio
A nova onda de ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irã começou no sábado (28), em meio a crescentes tensões sobre o programa nuclear iraniano.
O regime iraniano iniciou retaliações contra países do Oriente Médio que hospedam bases militares norte-americanas, como Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.
No domingo, a mídia estatal iraniana anunciou que o líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, foi uma das vítimas dos ataques. Após essa notícia, o Irã ameaçou lançar a “ofensiva mais pesada” de sua história. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, declarou que o país considera a retaliação um "direito e dever legítimo".
Em resposta, Trump alertou o Irã sobre possíveis retaliações, afirmando: “é melhor que eles não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista”. As hostilidades entre as partes continuam neste domingo.
Na véspera, Trump já havia afirmado que os ataques ao Irã prosseguiriam “ininterruptos durante toda a semana ou pelo tempo que for necessário para alcançarmos nosso objetivo de PAZ EM TODO O ORIENTE MÉDIO E, DE FATO, NO MUNDO!”
*Sob supervisão de Lucas Schroeder*
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