“Está tudo bem”: Em discurso, Trump minimiza temor com economia e culpa Democratas
Trump minimiza preocupações econômicas e critica Democratas em discurso
25/02/2026 06h27
Atualizado 8 minutos atrás
Na noite de terça-feira (24), durante um de seus discursos mais aguardados, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, abordou a economia em um momento crítico de seu segundo mandato, enfatizando que “tudo vai muito bem”.
Com um tom confiante, Trump tentou incentivar os cidadãos a adotarem uma perspectiva mais otimista, buscando dissipar as inquietações sobre o custo de vida, que devem ser centrais nas eleições de meio de mandato. Ele apresentou dados e defendeu seu governo, afirmando: “A inflação está despencando. As rendas estão subindo rapidamente. A economia em alta está mais forte do que nunca”.
Apesar de suas declarações otimistas, o presidente não trouxe novas propostas concretas para enfrentar as dificuldades econômicas. Ao reconhecer que os eleitores podem ter dúvidas sobre os preços, ele direcionou a responsabilidade aos democratas, chamando suas alegações sobre a inflação de “uma mentira suja e repugnante”.
Antes do discurso, assessores descreveram a noite como uma chance de apresentar uma agenda econômica voltada para o futuro. No entanto, Trump preferiu destacar seu pacote tributário e suas políticas comerciais, o que demonstra que a questão do custo de vida ainda é uma preocupação significativa para a Casa Branca.
O especialista em opinião Frank Luntz criticou a postura de Trump em relação ao termo “acessibilidade”. Ele mencionou que zombar dessa palavra, enquanto muitos americanos enfrentam dificuldades financeiras, foi um erro de comunicação.
O discurso ocorreu em um contexto complicado para o presidente, que já enfrentava críticas pela atuação de agentes de imigração e as repercussões relacionadas aos arquivos de Jeffrey Epstein. Recentemente, a Suprema Corte dos EUA impôs um revés à sua agenda tarifária.
Além de pintar um quadro positivo da economia, Trump buscou mobilizar emoções patrióticas, fazendo referências a eventos esportivos e celebrações futuras, como a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos de Verão de 2028 em Los Angeles.
Contudo, ele não se esquivou de questões polêmicas, atacando democratas por suas posturas sobre imigração e políticas de gênero. Durante o discurso, acusou migrantes somalis de fraudes em Minnesota, o que gerou reações intensas, especialmente após a morte de dois cidadãos americanos.
Ao solicitar que os parlamentares se levantassem se concordassem que o “primeiro dever” do governo é proteger os cidadãos americanos, a deputada Ilhan Omar respondeu, afirmando que Trump “matou americanos”. Os republicanos aplaudiram a provocação, enquanto os democratas consideraram o discurso insuficiente em termos de soluções para os desafios econômicos enfrentados pela população.
A senadora Elizabeth Warren comentou que a noite foi ruim para as famílias americanas, criticando a falta de menções a promessas como limites para os juros do cartão de crédito e a necessidade de tornar o cuidado infantil mais acessível.
Logo no início, Trump apresentou uma lista de indicadores econômicos positivos, destacando a desaceleração da inflação e a queda nas taxas de hipoteca. Ele reiterou os cortes de impostos e pediu ao Congresso a aprovação de uma lei que impeça investidores institucionais de adquirirem casas unifamiliares.
Aliados do presidente esperam que a situação melhore com o envio de restituições de impostos, mas pesquisas recentes mostram que a insatisfação com a economia e a inflação é ampla entre os eleitores.
Embora tenha focado em questões internas, Trump não deixou de alertar sobre as ambições nucleares do Irã e reafirmou sua posição em relação ao conflito entre Rússia e Ucrânia.
Ao final, o presidente pediu aos americanos que “aguardem mais um pouco enquanto estamos reduzindo” os preços, deixando a dúvida sobre a disposição dos eleitores, além de sua base, em ouvi-lo.
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