Esposa de Ramagem chama retorno ao trabalho presencial em RR de “perseguição”
Esposa de Ramagem considera retorno ao trabalho presencial em RR como “perseguição”
19/02/2026 16h03
A servidora pública e esposa do ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), Rebeca Ramagem, denunciou a ordem para que retome suas atividades presenciais no governo de Roraima como uma forma de “perseguição política”. A decisão foi emitida pelo procurador-geral do Estado, Tyrone Mourão.
Rebeca, que ocupa o cargo de procuradora no Estado, argumenta que está em regime de teletrabalho desde 2016, sem impactar negativamente os serviços públicos. Ela ressalta que a determinação de retorno ocorre no momento em que seu marido se encontra foragido nos Estados Unidos e desconsidera que um terço dos procuradores já atua remotamente.
Em um desabafo nas redes sociais, Rebeca classificou a medida como “desproporcional e arbitrária”, afirmando que o procurador-geral suspendeu seu teletrabalho apenas para lhe causar prejuízos, rompendo a isonomia interna e desconsiderando a possibilidade de realizar suas atividades de forma digital.
Rebeca estava de férias desde 17 de novembro, período em que viajou para Miami com suas filhas para estar com Alexandre Ramagem, que foi condenado a 16 anos de prisão por envolvimento em um esquema golpista. As férias foram estendidas até 19 de dezembro.
Após esse período, no dia 22 de dezembro, a Procuradoria-Geral do Estado apresentou um atestado solicitando licença médica de 60 dias, alegando os “impactos emocionais e psicológicos” enfrentados pela família. O pedido foi aceito pelo Estado, e desde então, Rebeca não retornou ao trabalho.
Ela recebia um salário bruto mensal de R$ 46 mil, mas teve seus pagamentos suspensos e contas bloqueadas em 12 de dezembro, por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
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