jornalista Julio Wiziack

Escândalo: refinaria Gran Bahia recebe bilhões em benefícios fiscais do governo petista sem transparência

Escândalo na Refinaria Gran Bahia

Informações apuradas pelo jornalista Julio Wiziack, da Folha de S.Paulo, revelam uma polêmica em torno da concessão de benefícios fiscais bilionários à Refinaria Gran Bahia, localizada em Camaçari. O governo da Bahia, sob a liderança de Jerônimo Rodrigues (PT), tem sido criticado pela falta de transparência sobre quem controla o empreendimento. Os incentivos, que vão até 2032, envolvem uma operação cuja propriedade é envolta em mistério, levantando dúvidas sobre a gestão petista.

No setor, há especulações de que o empresário Ricardo Magro, proprietário do grupo Refit, seja o verdadeiro responsável pelo projeto. No entanto, a identidade do proprietário permanece oculta. Registros da Receita Federal indicam Augusto Belluci, que já teve uma empresa de informática fechada em São Paulo, e o fundo de investimento EUV SV2 como sócios da refinaria, com um capital social declarado de apenas R$ 10 milhões — um valor considerado insignificante para um empreendimento desse porte.

Tentativas de contato com Belluci não tiveram sucesso, conforme reportado por Wiziack, aprofundando o mistério sobre a operação. O fundo EUV SV2, que controla a TLIQ Logística, ligada ao grupo Refit, possui um único cotista cuja identidade é protegida por sigilo, de acordo com Pedro Calmeron Carvalho, da FIDD, administradora do fundo. Carvalho não forneceu detalhes sobre a relação com outros fundos geridos pela FIDD, como o EUV Denali, que financia empresas de Magro, incluindo Nacional Petróleo, Direcional, Petro Norte e Sudeste Distribuidora.

A Refit negou qualquer ligação com a refinaria ou o fundo EUV SV2. O governo baiano, sob Jerônimo Rodrigues, não respondeu aos questionamentos, mantendo-se em silêncio. Essa postura evasiva do PT intensifica as suspeitas de favorecimento a interesses privados em detrimento da transparência e do interesse público.

Incentivos Bilionários sem Regulação

A Secretaria de Desenvolvimento Econômico da Bahia, controlada pelo governo petista, concedeu à Gran Bahia Refinaria isenções de ICMS para aquisição de bens de ativo fixo e matérias-primas importadas, como naftas e óleos brutos, por três anos. Além disso, a refinaria tem um prazo de seis anos para pagar o imposto com juros reduzidos. Contudo, a refinaria ainda não possui autorização da Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP), o que levanta questionamentos sobre a legitimidade do projeto.

A gestão de Jerônimo Rodrigues é alvo de críticas por destinar vultosos recursos públicos a uma iniciativa cuja clareza sobre os beneficiários é questionável e sem aval regulatório. A opacidade do governo petista e o sigilo em torno da Gran Bahia Refinaria alimentam a desconfiança de que o PT prioriza interesses de grupos privilegiados, em vez de zelar pela transparência e pelo bem-estar da população baiana.

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