correiobraziliense

Erros comuns na higienização de alimentos que podem colocar sua saúde em risco

A higienização de alimentos é essencial para prevenir doenças transmitidas por água e comida, que continuam sendo um desafio de saúde pública no Brasil, mesmo com os avanços em informação e tecnologia. No cotidiano, práticas simples podem favorecer a contaminação sem que a família perceba. A maneira de lavar frutas e verduras, o procedimento correto para descongelar carnes e o tempo que os alimentos permanecem sobre a mesa são fatores que impactam diretamente no risco de Doenças de Transmissão Hídrica e Alimentar (DTHA).

Essas doenças não se limitam a surtos amplamente divulgados. Muitas vezes, podem se manifestar como uma simples indisposição após uma refeição, relacionada à presença de microrganismos ou substâncias químicas nos alimentos. Portanto, compreender como surgem as DTHA e quais cuidados podem reduzir esse risco é fundamental para tornar a rotina na cozinha mais segura, sem a necessidade de mudanças drásticas.

O que são Doenças de Transmissão Hídrica e Alimentar?

As DTHA são problemas de saúde resultantes da ingestão de água ou alimentos contaminados por agentes biológicos, como bactérias, vírus e parasitas, ou por compostos químicos tóxicos. Elas podem variar de quadros leves de diarreia a doenças mais graves, como botulismo e cólera. Os sintomas costumam incluir náuseas, vômitos, febre e cólicas abdominais, afetando mais gravemente crianças, idosos e pessoas com o sistema imunológico comprometido.

A contaminação pode ocorrer em diversas etapas: desde a produção no campo até o transporte, armazenamento, venda e, finalmente, na residência, durante a higienização dos alimentos. Falhas em qualquer uma dessas etapas aumentam a probabilidade de os alimentos chegarem à mesa com risco sanitário. Mesmo que um produto esteja em boas condições ao sair da indústria ou da feira, um manuseio inadequado em casa pode ser o fator determinante para o surgimento de DTHA.

Como evitar DTHA em casa com atitudes simples?

Na prevenção das Doenças de Transmissão Hídrica e Alimentar em casa, três aspectos são frequentemente destacados por profissionais de saúde: higiene, separação de alimentos e controle de temperatura. Pequenas mudanças no cotidiano podem fazer uma grande diferença, especialmente quando adotadas de forma consistente por toda a família.

Uso de água segura: Sempre priorizar água potável para beber, cozinhar, fazer gelo e lavar alimentos. Em locais onde a qualidade da água é incerta, a fervura ou o uso de filtros adequados são recomendados.

Ambiente organizado: Manter pia, tábuas, facas e panos de prato limpos, evitando o acúmulo de resíduos e umidade, que favorecem a proliferação de microrganismos.

Separação de etapas: Utilizar utensílios diferentes para alimentos crus e preparados, minimizando a contaminação cruzada.

Atenção às sobras: Armazenar comidas prontas na geladeira em recipientes fechados, evitando deixá-las por longos períodos em temperatura ambiente.

Esses cuidados não exigem equipamentos sofisticados. Uma boa organização da cozinha, a leitura atenta de rótulos e a atenção aos prazos de validade já contribuem para um consumo mais seguro.

Como realizar a higienização de alimentos para reduzir o risco de DTHA?

A higienização adequada de alimentos como frutas, verduras e legumes é crucial no controle das Doenças de Transmissão Hídrica e Alimentar. Esses alimentos, normalmente consumidos crus, podem entrar em contato com o solo, água de irrigação e diversas superfícies até chegar à mesa, aumentando assim as chances de contaminação.

Um procedimento frequentemente recomendado inclui:

Retirar folhas estragadas e partes danificadas.

Lavar cada unidade em água corrente para remover terra e sujeira.

Preparar uma solução de água potável com produto clorado específico para alimentos, seguindo as instruções do rótulo.

Deixar os vegetais imersos pelo tempo indicado pelo fabricante do desinfetante.

Enxaguar novamente em água potável e, se possível, secar ou centrifugar antes de armazenar.

Outro erro comum diz respeito ao tratamento de carnes e ovos. Carnes mal cozidas e ovos crus podem abrigar microrganismos como Salmonella. Cozinhar até que a parte interna atinja uma temperatura segura e evitar gemas cruas ou ovos não pasteurizados são formas de reduzir o risco de DTHA. Além disso, lavar carne de frango ou bovina na pia pode espalhar respingos contaminados, aumentando a contaminação.

Transporte, armazenamento e conservação: quais cuidados adotar?

O trajeto entre o mercado e a geladeira também influencia a segurança dos alimentos. Produtos refrigerados e congelados são sensíveis a variações de temperatura, e quanto mais tempo permanecem fora das condições ideais, maior a chance de microrganismos se multiplicarem.

Na compra, é recomendável deixar para o final itens como carnes, laticínios e congelados, reduzindo o tempo fora da refrigeração.

No transporte, utilizar bolsas térmicas ou caixas isotérmicas é ideal, especialmente em trajetos longos.

Ao chegar em casa, coloque primeiro os congelados no freezer, seguidos dos refrigerados na geladeira, e, por fim, organize os alimentos secos na despensa.

Sobras de refeição devem ser deixadas para resfriar inicialmente e armazenadas em recipientes tampados, evitando períodos prolongados em temperatura ambiente.

Verificar sempre a integridade das embalagens é essencial. Latas estufadas ou amassadas e alterações de cor, cheiro ou textura nos alimentos podem indicar deterioração ou contaminação, mesmo dentro do prazo de validade.

Higiene das mãos e saneamento: qual a relação com as DTHA?

A higienização correta das mãos é uma das formas mais eficazes de impedir a propagação de Doenças de Transmissão Hídrica e Alimentar. Lavar as mãos com água e sabonete antes de cozinhar, após manusear alimentos crus, após usar o banheiro ou mexer no lixo interrompe a transferência de microrganismos para os alimentos e utensílios.

Além das práticas individuais, o acesso a saneamento básico adequado é crucial. Abastecimento de água tratada, coleta e tratamento de esgoto e destinação correta de resíduos reduzem a circulação de agentes infecciosos. A combinação entre infraestrutura de saneamento, fiscalização sanitária e educação em saúde é fundamental para diminuir a ocorrência dessas doenças.

Quando hábitos como higienizar hortaliças com cuidado, cozinhar bem alimentos de origem animal e manter boas práticas de higiene pessoal se tornam parte da rotina, o risco de Doenças de Transmissão Hídrica e Alimentar tende a diminuir. Dessa forma, a cozinha doméstica se transforma em um espaço de


← Voltar para as notícias