Entrevista: Marcos Pereira diz que decisões do PL afastam Republicanos de aliança e é Flávio Bolsonaro 'quem tem que buscar apoios'
Entrevista com Marcos Pereira
Marcos Pereira, presidente do Republicanos, criticou as ações do PL e do pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro, que dificultam alianças eleitorais. O dirigente manifestou descontentamento com as tentativas de filiação do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, ao PL e a ausência do Republicanos nas definições de palanque no Rio de Janeiro.
Pereira afirmou que o partido ainda não decidiu sobre seu apoio nas próximas eleições presidenciais, mas ressaltou que as movimentações do PL são prejudiciais. Ele acredita que uma coligação formal com Lula é improvável, apesar de contatos isolados.
A cada dia, a possibilidade de Tarcísio se candidatar à Presidência diminui. Contudo, ele reforçou que uma candidatura sem o apoio de Bolsonaro seria inviável. A posição do Republicanos deve ser definida entre abril e maio, levando em conta o sentimento do partido e as pesquisas.
Quando questionado sobre os favoritos para a eleição presidencial, Pereira mencionou a polarização entre Flávio e Lula, prevendo uma disputa acirrada. A aproximação do Republicanos a Flávio dependerá do contexto, e o presidente do partido destacou que é ele quem deve buscar os apoios.
Pereira também abordou a relação do partido com candidatos ao governo do Rio, mostrando proximidade com Eduardo Paes e avaliando as limitações impostas pela chapa do PL. O dirigente comentou sobre setores dentro do Republicanos que têm diferentes inclinações, mas ressaltou a necessidade de aguardar as decisões futuras.
Sobre críticas ao governador Tarcísio, Pereira discordou da ideia de submissão, defendendo que a lealdade não deve ser confundida com subserviência.
Ele também se posicionou sobre a possibilidade de alianças com o PT, afirmando que as circunstâncias atuais dificultam esse cenário. Em relação a investigações e possíveis CPIs, Pereira preferiu não se aprofundar, deixando claro que a justiça deve conduzir esses processos.
Por fim, ele comentou sobre a relação do governo com o segmento evangélico, destacando que a repercussão negativa de certas ações pode dificultar a aproximação desejada.
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