Fictor

Entidade pede à Justiça extensão de recuperação judicial a todo o Grupo Fictor, que tentou comprar Master, e conversão em falência

Pedido de Extensão de Recuperação Judicial e Conversão em Falência do Grupo Fictor

Uma nova petição foi protocolada pelo Instituto Social de Proteção e Garantia do Equilíbrio nas Relações de Consumo (IPGE) na recuperação judicial da Fictor Holding e Fictor Invest, solicitando a conversão do processo em falência. A entidade também requer a ampliação da perícia e a extensão dos efeitos da recuperação judicial a todas as empresas do Grupo Fictor, que ganhou notoriedade pela tentativa frustrada de aquisição do Banco Master.

O IPGE, que atua na defesa de consumidores e investidores afetados por fraudes financeiras, apresentou a petição na última quinta-feira. Nela, foram mencionados indícios de fraudes nas empresas do grupo, além de um pedido para que ofícios fossem enviados ao Ministério Público Federal, Polícia Federal e Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para investigação.

O juiz Adler Batista Oliveira Nobre, da 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, se referiu à petição durante uma decisão nesta segunda-feira, alertando sobre possíveis petições "tumultuárias" relacionadas à recuperação judicial, com a imposição de multas. Ele destacou que a viabilidade do processo será analisada após a perícia em andamento.

Em sua argumentação, o IPGE defende que a alegação de "crise de liquidez momentânea" por parte da Fictor não corresponde à realidade. O instituto sugere que há evidências de uma "estrutura predatória de captação de poupança popular", atuando fora do Sistema Financeiro Nacional.

O IPGE também aponta que as empresas do grupo operam em endereços fictícios, insinuando que aquelas não incluídas na recuperação judicial seriam apenas "empresas de prateleira", utilizadas para criar uma imagem de solidez econômica e ocultar ativos desviados da Fictor Invest.

Além disso, a petição menciona uma possível confusão patrimonial e unidade de comando entre as empresas do Grupo Fictor, sugerindo que a falta de liquidez afeta todo o conglomerado, caracterizando uma mistura de caixas.

O Valor não conseguiu contatar o Grupo Fictor.


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