Entenda por que o grupo terrorista Hezbollah é mais difícil de combater do que o Hamas
Infraestruturas do grupo terrorista Hezbollah, na capital do Líbano, Beirute, foram destruídas por Israel nesta quinta-feira. Entre os alvos estariam um centro de comando do conselho executivo do grupo e uma instalação usada para armazenar drones. O Hezbollah declarou que a ofensiva não ficará sem resposta e alertou os moradores israelenses próximos à fronteira.
A maneira pela qual a organização terrorista está associada ao governo e à política do país, unida ao financiamento do Irã, disponibiliza os recursos necessários para lutar contra Israel, aponta o economista e doutor em relações internacionais Igor Lucena. “O Hezbollah estaria já se preparando para fazer um contra-ataque na defesa do Irã”, diz.
Para Igor Lucena, o Hezbollah impõe a Israel mais desafios até mesmo do que o Hamas. “É um grupo terrorista mais organizado, é um grupo terrorista complexo porque ele está dentro da política do país, ele está dentro da política libanesa. Isso é muito difícil porque é um grupo organizado, que tem poder político, faz parte do Parlamento, vota muitas vezes com o governo, mas ao mesmo tempo pega em armas e faz ações terroristas contra Israel, patrocinado pelo Irã“, explica.
Entretanto, o especialista percebe que as dificuldades financeiras pelas quais o Irã passa atualmente diminuíram o poder tanto do Hezbollah quanto de outros grupos terroristas, como o Hamas e os Houthis. “Israel está ciente. Está preparada para um conflito em múltiplas frentes. [...] Eu acho que [o ataque ao Líbano] já estava dentro da programação dos israelenses”, ele conclui.
Análisa: futuro do Irã deve passar por concessões aos EUA, não por mudança de regime. Especialista analisa desejo de Trump de interferir na sucessão de Ali Khamenei.
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