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Entenda o fenômeno da “supercélula” que causou chuva extrema e destruição em MG

Fenômeno das supercélulas causa tragédia em Minas Gerais

24/02/2026 19h43

Atualizado há 7 minutos

Uma supercélula, um tipo raro e severo de tempestade, desencadeou chuvas torrenciais em Juiz de Fora na madrugada de terça-feira, 24, resultando em 16 mortes confirmadas pelo Corpo de Bombeiros de Minas Gerais. A prefeitura local informou que o volume de chuva superou duas vezes o esperado para todo o mês, fazendo de fevereiro deste ano o mais chuvoso já registrado na cidade.

Conforme a Climatempo e a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), as supercélulas diferem das tempestades convencionais por serem isoladas, duradouras e organizadas, com a capacidade de permanecer ativas por várias horas e se deslocar longas distâncias.

O governador Zema se manifestou sobre a tragédia gerada pelas chuvas intensas em Juiz de Fora e Ubá. A região da Zona da Mata enfrentou uma precipitação histórica entre a tarde de segunda-feira e a madrugada de terça, deixando centenas de moradores ilhados e 43 pessoas desaparecidas até o momento.

O presidente Lula determinou o envio da Força Nacional e do SUS para Juiz de Fora após as fortes chuvas, enquanto o governo federal declarou estado de calamidade na cidade e mobilizou esforços para apoiar a população em risco.

As supercélulas podem ocasionar ventos fortes, granizo, chuvas intensas e até tornados, sendo estes últimos os eventos mais destrutivos, embora não sejam os únicos capazes de causar danos significativos.

No Brasil, esse fenômeno é mais comum nas regiões Sul e Sudeste. Ele geralmente se forma na parte quente de sistemas de baixa pressão e tende a se propagar ao longo de frentes frias, com a rotação provocada por correntes de vento que inclinam o movimento do ar, formando mesociclones dentro das nuvens.

Após a passagem da supercélula, Juiz de Fora amanheceu com áreas alagadas e diversos bairros ilhados, além de pontos onde o Rio Paraibuna e córregos transbordaram.

Diversas localidades registraram deslizamentos, quedas de árvores e o desabamento de dois edifícios. A Defesa Civil estima que cerca de 440 pessoas estejam desabrigadas.

A cidade permanece em estado de calamidade. Em resposta à situação, o governo federal enviou equipes da Força Nacional do SUS e da Defesa Civil Nacional para apoiar as operações de socorro e assistência à população afetada.


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