Entenda esquema que desviou R$ 46 milhões da saúde em ...
Investigação revela esquema de desvios na saúde de Salvador
Resumo do caso
Laudos da Controladoria-Geral da União (CGU) apontaram sobrepreço em contrato entre a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Salvador e o Instituto Nacional de Tecnologia e Saúde (INTS). Segundo a CGU, o esquema, envolvendo servidores públicos, provocou um prejuízo estimado em R$ 46 milhões no período entre outubro de 2013 e setembro de 2023.
Operação Dia Zero
Em 12 de junho de 2025, foram cumpridos 25 mandados de busca e apreensão em Salvador, Mata de São João (região metropolitana), Itapetinga (sudoeste da Bahia) e Maceió (Alagoas). A ação, batizada de "Dia Zero", teve 21 alvos: 11 empresas e 10 pessoas físicas.
Como o esquema funcionava
As investigações indicam que os investigados criavam sobrepreço por meio de pagamentos duplicados e de contratação dirigida, com exigências indevidas no edital que restringiam a competição.
Fases da operação fraudulenta
- Elaboração conjunta de termos de referência e outros documentos antes da formalização dos contratos;
- Subcontratação de empresa para executar serviços, prática vedada pelo edital;
- Utilização de mais de dez empresas intermediárias que emitiam notas fiscais sem comprovação de serviço;
- Movimentações financeiras para ocultar a origem dos recursos desviados.
Estrutura do grupo investigado
Chefe apontado
Ariovaldo Nonato Borges Júnior, então coordenador do Núcleo de Gestão da Informação da SMS, é apontado como líder. Em sua função de gestor fiscal do contrato, ele teria manipulado documentos licitatórios, repassado informações privilegiadas e coordenado contratações e pagamentos ao INTS.
Núcleo gestor do INTS
Documentos mostram que os principais gestores do INTS teriam participado da coordenação. Entre eles estão:
- Ian dos Anjos Cunha — movimentou cerca de R$ 39.869.967,11 no período investigado;
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