Empresário preso em Campinas comprou combustível desviado de duto que liga Paulínia a Brasília, diz Polícia Civil
Empresário detido em Campinas por envolvimento em esquema de desvio de combustível
Na última segunda-feira (2 de março de 2026), o empresário Marcelo Teixeira de Gouveia foi preso em Campinas, sob a acusação de adquirir combustível desviado de um duto da Transpetro.
A investigação, conduzida pela Polícia Civil, revelou a atuação de uma quadrilha que operava em São Paulo, Minas Gerais e Goiás, gerando um prejuízo superior a R$ 5 milhões.
A Operação Sangria resultou na prisão de sete suspeitos, incluindo o suposto líder do grupo, Laerte Rodrigues dos Santos, enquanto dois ainda permanecem foragidos.
A Transpetro, que se considera vítima das ações criminosas, relatou um aumento nos ataques a seus dutos entre os anos de 2024 e 2025.
O empresário, que possui uma distribuidora em Paulínia, foi detido após as investigações confirmarem sua participação na compra de combustível furtado. As apurações tiveram início em agosto de 2025, após um furto em um duto na Rodovia Anhanguera (SP-330).
Até o momento, foram cumpridos sete dos nove mandados de prisão temporária, além de 13 mandados de busca e apreensão. As ações também incluíram quebras de sigilo bancário, telefônico e telemático.
Os membros da quadrilha são suspeitos de realizar a soldagem do duto durante os furtos, além de motoristas responsáveis pelo transporte do combustível desviado e distribuidoras que adquiriram esses produtos.
O duto em questão liga Paulínia a Brasília, atravessando diversas regiões do Brasil. Ao longo do percurso, existem vários pontos de parada para descarregamento.
A Polícia Civil divulgou os nomes e funções de alguns dos envolvidos:
Laerte Rodrigues dos Santos (preso em Artur Nogueira) - um dos líderes do esquema.
Marcelo Teixeira de Gouveia (preso em Campinas) - proprietário de uma distribuidora em Paulínia.
Wagner de Souza Leite (preso em Ribeirão Preto) - motorista e dono de uma transportadora.
Wagner Silva Leite (foragido) - filho de Wagner de Souza, atuou como motorista.
Calil Fernando Carneiro (preso em Ribeirão Preto) - já atuou como motorista e estava na preparação do duto, tendo sido preso anteriormente em 2020 pelo mesmo crime.
As operações policiais ocorreram em pelo menos sete cidades: Campinas, Paulínia, Leme, Artur Nogueira, Conchal, Ribeirão Preto e Jardinópolis.
Dentre os mandados de busca, dois foram em distribuidoras de combustíveis suspeitas de integrar a cadeia de escoamento dos produtos furtados, resultando na prisão de um empresário do setor.
A operação também apreendeu celulares e equipamentos que passarão por perícia.
A ação visa não apenas combater o furto de combustível, mas também os danos à infraestrutura dos dutos e os riscos ambientais associados.
Em nota, a Transpetro ressaltou ser vítima do furto de petróleo e derivados, enfatizando a importância da "preservação da vida e da segurança das pessoas e do meio ambiente". Para mitigar esses crimes, a empresa implementa tecnologia para localizar derivações clandestinas, além de manter um trabalho comunitário para conscientização e parcerias com órgãos de segurança.
A companhia observou um aumento nos ataques a seus dutos em São Paulo e Minas Gerais nos últimos anos.
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