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Empresário Fernando Cavalcanti nega ser “laranja” em esquema de fraudes do INSS

Empresário nega envolvimento em fraudes do INSS

Durante depoimento na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, Fernando dos Santos Andrade Cavalcanti negou, nesta segunda-feira (6), qualquer participação em um esquema de descontos não autorizados em aposentadorias e pensões.

Cavalcanti, que compareceu à CPMI amparado por um habeas corpus, optou por não se comprometer a falar a verdade, após a quebra de seu sigilo bancário e fiscal pela comissão. Ele é investigado pela Polícia Federal como sócio do advogado Nelson Wilians, que já havia prestado depoimento.

No dia 12 de setembro, Cavalcanti foi alvo de uma operação policial que resultou na apreensão de itens valiosos, incluindo obras de arte, garrafas de bebidas avaliadas em aproximadamente R$ 10 milhões, e veículos de luxo, como uma Ferrari F8 de mais de R$ 4 milhões e uma réplica da McLaren MP4/8.

Em seu depoimento, negou ser "laranja, operador ou beneficiário de qualquer esquema", afirmando que seu patrimônio é fruto de atividades profissionais legítimas. Segundo ele, o crescimento de seu patrimônio é resultado do trabalho árduo e do sucesso de seu escritório.

Cavalcanti confirmou a existência de contratos de empréstimos entre Nelson Wilians e o empresário Maurício Camisotti, este último também investigado por tentativas de converter R$ 59 milhões em criptomoedas após a deflagração da Operação Sem Desconto. Ele detalhou que os empréstimos foram necessários devido a dificuldades financeiras do escritório.

Nos depoimentos, a evolução financeira de Cavalcanti foi questionada, contrastando seus ganhos formais com a construção de um patrimônio substancial. Ao ser questionado sobre seu patrimônio em 2017, ele mencionou que girava em torno de R$ 100 mil, mas não revelou o valor atual.

Cavalcanti também se declarou sócio da FAC Negócios e Investimentos e de outras empresas em diversos segmentos, além de ser o único sócio da Valestra, uma consultoria empresarial com faturamento mensal de R$ 20 milhões.

Ele destacou que os veículos de luxo mencionados nas reportagens pertencem à sua empresa e foram adquiridos de forma lícita, com financiamento, incluindo a famosa Ferrari.

Reportagem – Murilo Souza
Edição – Pierre Triboli


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