Emendas foram pagas e vão brecar renovação na AL, diz Carvalho
Emendas pagas podem limitar renovação na AL, afirma Carvalho
O ex-secretário da Casa Civil e presidente do PRD, Mauro Carvalho Júnior, apontou que a renovação nas 24 cadeiras da Assembleia Legislativa pode ser bastante limitada nas eleições de outubro.
Segundo Carvalho, os atuais deputados têm uma vantagem significativa por conta das emendas parlamentares recebidas ao longo de quatro anos, que fortalecem suas bases eleitorais.
Ele destacou dois fatores principais para essa previsão de baixa renovação: a utilização de recursos das emendas nas bases eleitorais, que aumentam a visibilidade dos parlamentares, e o bom desempenho do Governo Mauro Mendes (União), que se traduz em obras e resultados positivos.
A federação que preside apoia a pré-candidatura do vice-governador Otaviano Pivetta ao Governo e acredita que conseguirá eleger três deputados estaduais.
“A renovação será relativamente baixa. As emendas parlamentares têm um impacto considerável na vida dos políticos do Legislativo”, afirmou Carvalho ao MidiaNews nesta segunda-feira (5).
Ele reiterou que a competição é acirrada, com muitos parlamentares buscando reeleição após quatro anos de recebimento de emendas.
Historicamente, nas últimas eleições, a renovação foi baixa, e essa tendência parece se repetir em 2026. “Em 2022, vimos poucas novas caras na Assembleia, e acredito que este cenário se repetirá”, disse.
Carvalho explicou que, quando o governo apresenta desempenho insatisfatório, há maior chance de novos legisladores serem eleitos. Por outro lado, um governo bem avaliado proporciona maior sucesso aos deputados que buscam reeleição.
“O Executivo, quando vai bem, reflete positivamente no Legislativo. Ambos caminham juntos no desenvolvimento do Estado”, afirmou.
O ex-secretário elogiou a gestão de Mauro Mendes, ressaltando que os resultados obtidos nos últimos sete anos não têm comparação com administrações anteriores. “Contribuímos para ajustar a máquina pública e melhorar Mato Grosso”, recordou sobre o início do primeiro mandato em 2019.
As emendas parlamentares são alocadas no orçamento público, direcionadas por deputados para investimentos em saúde, educação, cultura, esporte e lazer.
Em dezembro, o presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (PSB), suspendeu a votação do Orçamento de 2026 devido à falta de pagamento de emendas impositivas a dois deputados, que deveriam ter sido quitadas pelo Poder Executivo.
A Lei Orçamentária Anual (LOA) deste ano foi aprovada antes do Natal.
No âmbito federal, a falta de transparência na destinação das emendas também gerou questionamentos, levando o STF a considerá-las inconstitucionais em algumas situações, com o ministro Flávio Dino promovendo controle sobre a legalidade do tema.
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