Emenda do NOVO que Proíbe Presos de Votar é Aprovada com PL Anti-facção
Emenda que Impede Presos de Votar é Aprovada na Câmara
A proposta apresentada por Marcel van Hattem foi novamente aprovada, reafirmando a posição do NOVO de que aqueles que estão cumprindo pena não devem ter a capacidade de decidir sobre o futuro político do país. Na nova votação, a Câmara dos Deputados aprovou a emenda que proíbe presos provisórios de votar, como parte do PL Antifacção.
Essa emenda foi aprovada com apoio unânime da bancada do NOVO na terça-feira (24), representando um avanço importante no combate ao crime organizado.
O texto agora segue para a sanção do presidente Lula, que, sendo o candidato mais votado nos presídios, pode optar por vetar a medida. Se isso ocorrer, o Congresso tem a intenção de derrubar o veto.
O vai e volta da emenda que proíbe presos de votar
Desde o início da tramitação, Marcel van Hattem expressou sua posição de forma clara:
“Não faz o menor sentido alguém que foi afastado da sociedade por decisão judicial continuar decidindo o futuro do município, do estado e do Brasil. Isso não é direito, isso é regalia. Preso não pode votar. É um contrassenso, chega a ser ridículo”.
A emenda já havia sido aprovada anteriormente, mas foi retirada no Senado antes de retornar ao projeto de lei para nova deliberação na Câmara.
Proibição de voto para presos: prioridade à segurança pública
A medida levanta questões sobre presunção de inocência e direitos políticos, mas o NOVO defende que a discussão deve focar na realidade brasileira. Facções criminosas controlam presídios, coagem detentos e utilizam esse controle para expandir sua influência.
Os principais argumentos do partido incluem:
— A prisão já limita direitos fundamentais; é lógico que suspenda também o exercício político temporariamente.
— A emenda não implica em uma declaração de culpa definitiva, mas reconhece um limite moral durante a custódia.
— Reduz os custos operacionais relacionados a urnas e escoltas dentro dos presídios.
— Impede a coação eleitoral que pode ser promovida por facções.
— Fortalece a credibilidade do processo eleitoral.
O PL Antifacção, que recebeu apoio do senador Eduardo Girão, amplia penas e fortalece estratégias de combate ao crime organizado. Girão defende que as facções sejam tratadas como organizações terroristas, afirmando:
“Terrorismo a gente tem que chamar pelo nome. O que está acontecendo no Brasil é terrorismo”.
O compromisso do NOVO com o combate ao crime
O NOVO acredita que a luta contra facções requer coerência. Não adianta endurecer penas se o sistema ainda apresenta brechas que o enfraquecem. Enquanto alguns setores da esquerda tentam suavizar o debate em nome de garantias, o partido mantém uma posição firme: quem está preso não deve influenciar a política da sociedade que atacou.
O recado é claro: facção não vota. Preso não decide eleição. O Brasil precisa escolher estar ao lado de quem trabalha e cumpre a lei.
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