Em derrota para o governo, Alcolumbre mantém quebra de sigilo de Lulinha
Alcolumbre mantém quebra de sigilo de Lulinha em decisão controversa
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, decidiu manter a quebra de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, pela CPMI do INSS. Apesar das contestações feitas por membros do governo sobre a contagem dos votos, Alcolumbre afirmou que não havia uma maioria suficiente para reverter a decisão, considerando o quórum de 31 parlamentares presentes.
Em pronunciamento no plenário, Alcolumbre destacou que a alegação de violação das normas regimentais e constitucionais pelo presidente da CPMI, Carlos Viana (Podemos-MG), não era clara. Ele ressaltou que, em respeito aos precedentes da casa, não havia necessidade de intervenção da presidência do Congresso naquele momento.
Os governistas argumentaram que Viana contabilizou apenas sete votos contrários à quebra de sigilo, mas alegaram que 14 parlamentares expressaram sua oposição. No entanto, Alcolumbre manteve sua posição, afirmando que esse número não era suficiente para configurar uma maioria, dado que o quórum registrado na votação era de 31 presentes.
A decisão gera discussões acaloradas entre os parlamentares e marca mais um capítulo na relação entre o Senado e o governo.
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