Em carta a Javier Milei, Bolsonaro pediu asilo político após operação da PF sobre trama golpista em 2024
Carta de Bolsonaro a Javier Milei Solicita Asilo Político
Em fevereiro de 2024, durante a deflagração da Operação Tempus Veritatis, que visava investigar uma tentativa de golpe de Estado, o ex-presidente Jair Bolsonaro teria redigido uma carta solicitando asilo político ao presidente da Argentina, Javier Milei.
A Polícia Federal (PF) encontrou o documento, que possui 33 páginas e está no formato .docx, durante as investigações contra Bolsonaro. O ex-presidente é indiciado por coação no curso do processo e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito. Segundo a PF, a carta evidencia o “comprovado risco de fuga” do réu, especialmente após a tomada de conhecimento das investigações sobre a organização criminosa envolvida na tentativa de golpe.
Na carta, Bolsonaro afirma: “De início, devo dizer que sou, em meu país de origem, perseguido por motivos e por delitos essencialmente políticos. No âmbito de tal perseguição, recentemente, fui alvo de diversas medidas cautelares.” Ele menciona os crimes dos Arts. 359-I e 359-M do Código Penal brasileiro como base para essas medidas.
O arquivo, intitulado “Carta JAIR MESSIAS BOLSONARO.docx”, foi salvo no celular de Bolsonaro no dia 10 de fevereiro de 2024, dois dias após a operação ser deflagrada. Segundo a PF, a usuária que criou o documento é possivelmente Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, nora do ex-presidente.
A última modificação na carta ocorreu em 12 de fevereiro de 2024, quando Bolsonaro expressou não dispor da “proteção necessária” de um ex-chefe de Estado e alertou que sua prisão poderia ser decretada a qualquer momento.
Além disso, tanto Bolsonaro quanto seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), foram indiciados pelos mesmos crimes relacionados à coação e à tentativa de restrição dos poderes constitucionais.
Recentemente, o pastor Silas Malafaia também se tornou alvo de busca e apreensão em relação a essa investigação, enquanto enviou mensagens atacando Eduardo, descrevendo-o como um “estúpido de marca maior”.
Diversos pedidos de cassação do mandato de Eduardo Bolsonaro foram encaminhados ao Conselho de Ética da Câmara.
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