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Em balanço do caso Master, Toffoli aponta que PF reteve acesso a provas

Em balanço do caso Master, Toffoli aponta que PF reteve acesso a provas

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, divulgou um balanço detalhado de suas atitudes em relação ao caso Master, que envolve a investigação da quebra de sigilo do banco Master. No documento, o magistrado argumenta que, ao longo do processo, a Polícia Federal (PF) conseguiu reter acesso a provas importantes, mas que isso não impediu a investigação.

Ministro divulgou documento com esclarecimentos sobre atuação no caso

Toffoli assumiu a relatoria do processo por sorteio no fim de novembro de 2025. O balanço detalha os seus despachos até o dia 12 de fevereiro, data em que ele deixou a condução do inquérito e foi substituído pelo ministro André Mendonça.

Conforme aponta o ministro, a PF extraiu dados de dez aparelhos celulares e mais de oito terabytes de arquivos oriundos de instituições financeiras na primeira fase da operação, mas não os encaminhou à corte.

Segundo Toffoli, a omissão da PF continuou mesmo após ele assinar uma decisão, em 12 de janeiro, ordenando a remessa do acervo ao STF. O objetivo do magistrado era garantir o cumprimento da Súmula Vinculante 14, que assegura aos advogados o acesso amplo aos elementos de prova já documentados no procedimento.

Em depoimentos prestados no fim daquele mês, os investigados reclamaram que a PF fez referência ao material extraído dos celulares sem que eles tivessem obtido o devido acesso aos arquivos.

O padrão se repetiu na segunda etapa da investigação, focada na cidade de São Paulo. O ministro ressalta que, no início de janeiro, autorizou centenas de quebras de sigilos bancário e fiscal, buscas e apreensões, prisões temporárias e o sequestro de mais de R$ 2 bilhões, acatando integralmente as solicitações da Procuradoria-Geral da República. No entanto, até o dia de sua saída do processo, nenhum item recolhido durante o cumprimento dessas ordens havia sido acautelado no STF.

O balanço é finalizado com a constatação de que, durante todo o período na relatoria, o gabinete atendeu a todas as diligências pedidas pelos órgãos de persecução.


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