Em ato na Paulista, Caiado promete anistia a Bolsonaro e Zema critica quem se considera acima da lei
Caiado promete anistia a Bolsonaro caso seja eleito presidente
BRASÍLIA E SÃO PAULO – Durante um ato da direita na Avenida Paulista neste domingo, 1.º, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), afirmou que muitos “não o conhecem” e elogiou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Caiado prometeu “anistia plena, geral e irrestrita” no primeiro dia de trabalho, seja ele, Flávio ou o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), se algum deles for eleito presidente. Os três são pré-candidatos ao cargo.
“Flávio Bolsonaro, saiba que ao meu lado o governador de Minas Gerais (Romeu Zema), temos o mesmo objetivo. Aquele que chegar lá, o primeiro ato será anistia plena, geral e irrestrita no 1.º de janeiro de 2027”, declarou Caiado.
O governador de Goiás abriu o discurso reconhecendo que nem todos os presentes na Avenida Paulista sabiam quem ele era, mas reafirmou um de seus lemas de campanha, que destaca Goiás como referência no combate à criminalidade.
“Muitos não me conhecem, mas, como foi dito aqui, eu sou governador do Estado em que bandido não se cria”, enfatizou, citando o que foi comentado pelo locutor do evento ao chamá-lo para falar. Caiado também elogiou Bolsonaro.
“Estou na vida pública há muitos anos. Ninguém na história do Brasil, sem mandato e preso, consegue mobilizar a população brasileira como Bolsonaro consegue neste País. Esse sim, um homem que conseguiu levantar o Brasil e dizer em alto e bom som ‘vamos caminhar pela liberdade e democracia plena’”, afirmou.
Ainda não se pode considerar a candidatura de Caiado ao Palácio do Planalto como certa neste ano. O PSD, partido do governador, ainda discute entre outros dois nomes que poderão concorrer em outubro: o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, e o governador do Paraná, Ratinho Júnior.
De forma indireta, Zema criticou “aqueles que estão lá em Brasília e se consideram acima de todas as leis”.
“O Brasil não aguenta mais essa farra dos intocáveis, daqueles que se consideram acima de todas as leis”, disse ele. “Nós não ficaremos passivos, quietos, assistindo. Não vamos permitir. O Brasil está indignado, inconformado com tudo isso. Eles têm medo da nossa voz, e é por isso que estamos aqui hoje, e vamos continuar quantas vezes forem necessárias. Ninguém no Brasil é intocável.”
Nos últimos dias, o ato foi convocado sob o lema “Acorda, Brasil”, com o objetivo de associar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o Supremo Tribunal Federal (STF) ao caso do Banco Master.
A oposição usa os desdobramentos do caso Master para criticar o STF e o governo federal. As fraudes do banco, que foi liquidado em novembro de 2025 pelo Banco Central, têm gerado repercussões que atingem a mais alta Corte do País. O Estadão destacou a conexão entre um empreendimento de familiares de Dias Toffoli e fundos relacionados ao Master, enquanto o O Globo revelou um contrato de R$ 129 milhões entre o banco e o escritório da esposa de Alexandre de Moraes, Viviane Barci.
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