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Em 10 anos, Infantino aproximou a Fifa de disputas geopolíticas e expandiu competições

A Nova Era da Fifa sob Gianni Infantino

Nos últimos dez anos, Gianni Infantino transformou a Fifa em uma entidade cada vez mais envolvida em questões geopolíticas, ao mesmo tempo em que expandiu suas competições.

O perfil de Infantino nas redes sociais reflete essa nova postura, com uma mescla de imagens ao lado de ídolos do futebol, como Cristiano Ronaldo e Marta, e encontros com líderes mundiais em eventos como o Fórum Econômico Mundial.

À frente da Fifa, o dirigente se mostrou um diplomata global, buscando dialogar com governos e organizações internacionais. Recentemente, sua atuação foi investigada pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) por supostas violações de neutralidade, após sua presença na reunião inaugural do Conselho de Paz em Washington, que visava à reconstrução da Faixa de Gaza.

Durante o evento, Infantino usou um boné com a sigla USA e números que se referem aos mandatos de Donald Trump, o que gerou polêmica. Contudo, o COI o absolveu, afirmando que a Fifa estava apenas cumprindo seu papel na reconstrução, sem mencionar o boné.

A relação entre Infantino e Trump sempre foi clara. Em 2025, o dirigente entregou ao ex-presidente o "Prêmio da Paz" da Fifa. O prêmio aconteceu em um momento delicado, quando os EUA se preparavam para ações militares na Venezuela.

Além disso, Infantino comentou sobre conflitos como a proibição da Rússia no futebol após a invasão da Ucrânia, afirmando que essa medida apenas fomentava mais frustração.

O presidente da Fifa se envolveu ainda em questões relacionadas ao Irã e à Coreia do Norte, defendendo que o diálogo é a chave para promover o futebol feminino, citando avanços como a permissão para mulheres iranianas frequentarem jogos.

Gianni Infantino assumiu a presidência da Fifa em 26 de fevereiro de 2016, após os escândalos de corrupção que marcaram a gestão de Joseph Blatter. Ele se destacou ao prometer recuperar a credibilidade da entidade e ao propor a ampliação da Copa do Mundo, que passará de 32 para 48 seleções a partir de 2026.

A sua eleição foi uma das mais disputadas da história da Fifa, e ele se destacou por sua capacidade de conquistar apoio entre as federações nacionais.

Infantino foi reeleito em 2023 e poderá concorrer a mais um mandato em 2027, o que o levaria a uma permanência de 15 anos no cargo, consolidando sua influência no futebol mundial.


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