“Ela demorou a acionar o socorro”, diz delegada sobre tutora de pitbull que matou trabalhador
Ela demorou a acionar o socorro, diz delegada sobre tutora de pitbull que matou trabalhador
Tutora de pitbull que matou trabalhador acionou socorro demorado, diz delegada
Em uma notícia que choca a sociedade, a tutora de pitbull que matou Francisco Paulo da Silva, 62 anos, em Extremoz, foi presa no último domingo (8) suspeita de ter permitido o ataque fatal do cachorro. Segundo a delegada adjunta de Extremoz, Anna Beatriz Alves, a tutora teria alegado que o cão estava dentro de um quarto da residência e que ele próprio conseguiu abriu a porta e chegou ao encontro da vítima.
A delegada afirmou que a tutora teria demorado cerca de 20 minutos para acionar o socorro, mas que o material analisado dos celulares apreendidos mostrou que a chamada de vídeo da suspeita com a irmã ocorreu logo antes de que a vítima chegasse à ambulância.
A investigação também revelou que a suspeita fez uma chamada de vídeo com a irmã enquanto a vítima agonizava, e que informações mais concretas sobre o caso serão reveladas a partir da extração de dados dos celulares apreendidos.
A delegada Alves afirmou que a tutora dizia que o caso não foi proposital, mas que o cão estava dentro de um quarto da residência e que ele próprio conseguiu abriar a porta e chegou ao encontro da vítima.
A presença da tutora na residência foi considerada uma crítica ao sistema de proteção à vítima e à responsabilidade dos cuidadores. "O que mais chamou atenção inicialmente foi que o acionamento da prestação de socorro não foi feito de forma imediata. Se foi proposital, se ela de fato teve a intenção de matar e a razão, isso ainda está sendo investigado. Mas o que ficou muito claro foi que ela demorou a acionar o socorro", afirmou a delegada.
A delegada também alegou que a presença da tutora na residência foi uma tentativa de proteger o cão, e que a família teria feito o que pudesse para garantir a segurança do animal. "É uma questão de vida ou morte, é uma questão de responsabilidade. A sociedade precisa se dar conta que a vida de um animal é preciosa e que a responsabilidade é compartilhada", disse a delegada.
A polícia está investigando se a situação teria sido motivada por razões xenofóbicas e racistas. Indícios foram apresentados por uma testemunha que procurou a corporação e encaminhou fotos, áudios e capturas de tela de conversas que indicariam que a presença da tutora teria provocado o ataque ao trabalhador.
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