Edir Macedo injeta R$ 250 milhões em seu banco para tentar se blindar no escândalo do Master; entenda
Edir Macedo destina R$ 250 milhões ao Digimais para se proteger no escândalo do Master
A crise no Digimais, de Edir Macedo, começou após a aquisição de um fundo com papéis problemáticos do Master e do fundo Reag, controlado por Fabiano Zettel, pastor da Igreja da Lagoinha e cunhado de Daniel Vorcaro.
O Clava Fort Bank, de André Valadão, também da Igreja da Lagoinha, não é a única instituição financeira ligada a pastores que enfrenta dificuldades no contexto das investigações na Faria Lima. Para evitar o colapso de seu banco, Macedo precisou investir R$ 250 milhões de seus próprios recursos.
O aumento de capital tem como objetivo proteger a instituição de uma análise do Banco Central, visto que o banco do líder da Igreja Universal do Reino de Deus apresenta um capital próprio de apenas 6,35%, conforme dados de setembro. Além disso, o Digimais possui um índice de capital inferior à média de mercado, que ultrapassa os 12%.
Roberto Campos Marinho Filho, sócio de Macedo, informou que o Digimais registrou um prejuízo de aproximadamente R$ 500 milhões ao aceitar papéis problemáticos do Fictor, da Reag e do Banco Master como lastro para a participação no fundo de investimento EXP1.
Os títulos das instituições, que entraram em colapso devido às investigações envolvendo a organização de Daniel Vorcaro, foram utilizados pelo banco de Edir Macedo para adquirir 80% do fundo, enquanto Marinho ficou com os 20% restantes.
A Yards, gestora do fundo, declarou falência após o colapso do Banco Master e entrou com uma ação judicial exigindo que Macedo comprasse a carteira de R$ 462,2 milhões do fundo para cobrir as perdas.
O líder da Universal utilizou R$ 316,6 milhões em títulos problemáticos do Master e da Reag, que também é controlado pelo pastor Fabiano Zettel, ligado à Igreja da Lagoinha, cunhado de Vorcaro.
Os outros títulos envolvidos são do Fictor, que está sob investigação por sua relação com o Banco Master.
Anteriormente conhecido como Banco Renner, o Digimais foi adquirido pela holding de Edir Macedo, fundador da Igreja Universal e proprietário da RecordTV.
Macedo havia planejado vender a instituição, com um comprador já definido, o Bluebank, de Maurício Quadrado, ex-parceiro de Daniel Vorcaro no Banco Master. No entanto, a negociação foi interrompida devido às investigações.
Em 2025, o Nubank, sob a liderança de Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central, chegou a manifestar interesse na aquisição do banco de Edir Macedo, mas desistiu diante da crise iminente.
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