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Eclipse lunar total: o que é a Lua de Sangue

Eclipse lunar total e a Lua de Sangue

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Você provavelmente já ouviu sobre as diferentes denominações da Lua, como Lua de Morango, Lua Azul e Lua Negra, que refletem suas características em eventos específicos. Na próxima semana, um novo fenômeno será destaque: a Lua de Sangue.

Na terça-feira, 7, ocorrerá um eclipse lunar total, visível em várias partes do mundo. O evento terá duração total de 5 horas e 39 minutos, com 58 minutos de totalidade.

Pessoas na América do Norte, na maior parte da América do Sul, em áreas do Pacífico e da Oceania, especialmente no leste da Austrália e na Nova Zelândia, poderão observar o fenômeno de maneira completa, incluindo a fase penumbral, quando a Lua começa a escurecer antes das fases parcial e total.

Um eclipse lunar acontece quando a sombra da Terra obscurece a Lua, tornando-a invisível por alguns minutos. Isso ocorre quando a Terra se posiciona exatamente entre o Sol e a Lua, projetando sua sombra sobre o satélite.

Existem três tipos de eclipse lunar: o total, onde a Lua é completamente encoberta; o parcial, em que apenas uma parte é escondida; e o penumbral, quando a sombra da Terra não é suficiente para escurecer a Lua de forma significativa, resultando em um brilho acinzentado.

Detalhes sobre a visibilidade do eclipse lunar total

O eclipse total será visível principalmente nas regiões orientais da Ásia, no leste da Austrália, na Nova Zelândia, nas áreas do Oceano Pacífico e no oeste da América do Norte. Nesses locais, a Lua ficará avermelhada durante a totalidade e, em seguida, recuperará lentamente sua cor normal. Na Nova Zelândia, a fase máxima ocorrerá após a meia-noite do dia 4 no horário local.

Em partes do leste da Ásia e do oeste e centro da Austrália, o eclipse começará antes do nascer da Lua. Os observadores poderão ver o satélite parcialmente eclipsado, acompanhando sua coloração avermelhada durante a fase total, mesmo que o início do fenômeno não seja totalmente visível.

No leste da América do Norte e no extremo oeste da América do Sul, o eclipse terminará após o pôr da Lua. Nesses locais, o satélite surgirá baixo no horizonte, limitando a observação completa.

Em regiões da Ásia Central, no leste da América do Sul e áreas próximas, será possível apenas observar um eclipse parcial ou um leve escurecimento. No Brasil, nas regiões Norte e Centro-Oeste, será visível apenas o início da fase parcial por cerca de 10 minutos antes do amanhecer, quando a sombra da Terra começa a cobrir parte da Lua. No Sul, Sudeste e Nordeste, o fenômeno será basicamente penumbral e quase imperceptível.

Na Europa, na África e na maior parte do Oriente Médio, a Lua estará abaixo do horizonte durante todo o evento, impossibilitando a observação nessas localidades.

O que é a Lua de Sangue?

O termo Lua de Sangue refere-se à coloração avermelhada que a Lua assume durante um eclipse lunar total. Nesse estágio, a Terra se coloca entre o Sol e a Lua, bloqueando a luz solar direta, mas parte da luz ainda consegue contornar o planeta ao passar pela atmosfera terrestre.

Durante esse processo, ocorre a dispersão: as cores com comprimentos de onda mais curtos, como azul e violeta, se dispersam facilmente. Em contrapartida, as cores de comprimento mais longo, como vermelho e laranja, atravessam a atmosfera com mais eficiência e são projetadas sobre a superfície lunar. Esse fenômeno é semelhante ao que causa o céu azul durante o dia e o pôr do sol avermelhado.

Durante o eclipse, a Lua é iluminada apenas por essa luz filtrada, como se estivesse recebendo a luz de todos os amanheceres e entardeceres ao redor do mundo. A intensidade do vermelho pode variar conforme as condições atmosféricas, como poeira, poluição ou cinzas vulcânicas, que podem escurecer o tom. Apesar do nome impressionante, é um fenômeno previsível e seguro de ser observado.

Com informações do Time And Date e da NASA.

Jornalista formada pela Unitau (Taubaté-SP), com especialização em Gramática. Atuou como assessora parlamentar, agente de licitações e freelancer da revista Veja e do antigo site OiLondres, na Inglaterra.


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