Eclipse lunar total à vista! Saiba tudo sobre a “Lua de Sangue”
Eclipse lunar total: tudo sobre a “Lua de Sangue”
Nesta terça-feira, 3 de outubro, um eclipse lunar total será visível para aproximadamente 3,3 bilhões de pessoas nas Américas, Ásia e Oceania. Esse fenômeno ocorre quando a sombra da Terra cobre completamente a Lua, conferindo ao satélite um tom avermelhado, popularmente conhecido como “Lua de Sangue”.
O evento terá uma duração total de 5 horas e 39 minutos, sendo que a fase de totalidade durará 58 minutos.
Um eclipse lunar acontece quando a sombra da Terra "esconde" a Lua, tornando-a escura e invisível por alguns minutos. Isso ocorre quando a Terra se posiciona exatamente entre a Lua e o Sol, projetando sua sombra sobre o nosso satélite natural.
Existem três tipos de eclipse lunar: o total, onde a Lua fica completamente encoberta; o parcial, em que apenas uma parte é escondida; e o penumbral, quando a sombra da Terra não é escura o suficiente para reduzir o brilho da Lua, que fica com um tom acinzentado.
Detalhes do eclipse
O fenômeno será visível em sua totalidade principalmente no Oceano Pacífico, abrangendo o leste da Ásia (incluindo Japão e China), a Austrália, a Nova Zelândia e a porção oeste da América do Norte. Nesses locais, será possível observar a “Lua de Sangue” em toda sua glória.
Estimativas indicam que cerca de 5,58 bilhões de pessoas poderão acompanhar o evento, o que corresponde a aproximadamente 69% da população mundial. Essa conta inclui não apenas os que verão a “Lua de Sangue” completa, mas também aqueles que terão uma visão parcial.
A fase parcial deverá ser visível para cerca de 5,17 bilhões de pessoas, ou cerca de 64% da população. A fase total, por sua vez, poderá ser observada por aproximadamente 3,34 bilhões de pessoas, enquanto apenas 2,5 bilhões terão a oportunidade de ver a totalidade do fenômeno. Apenas cerca de 176 milhões de pessoas, ou 2% da população, poderão acompanhar todas as fases do eclipse.
No Brasil, a observação será limitada. Nas regiões Norte e Centro-Oeste, será possível ver o início da fase parcial por cerca de 10 minutos antes do amanhecer. Durante esse tempo, a sombra já estará avançando sobre a Lua.
Nas regiões Sul, Sudeste e Nordeste, o eclipse será basicamente penumbral, resultando em alterações discretas no brilho da Lua, que podem passar despercebidas. No entanto, o evento continua sendo de grande importância científica e atrai a atenção de curiosos.
Quem estiver fora das áreas com melhor visibilidade pode acompanhar o eclipse em tempo real pela internet. O canal oficial da Time and Date no YouTube começará a cobertura ao vivo às 6h30, com imagens de locais estratégicos como Los Angeles, Austrália Ocidental e outras partes do mundo.
A transmissão contará com comentários de especialistas como a jornalista Anne Buckle e o astrofísico Graham Jones, que contextualizarão cada fase do evento e esclarecerão dúvidas comuns.
O Projeto Telescópio Virtual, fundado pelo astrofísico Gianluca Masi, também fará uma transmissão especial a partir das 5h30, captando imagens de diferentes ângulos na Austrália, Estados Unidos e Canadá.
Outra opção é a live do Observatório Griffith, que começará a transmissão às 5h37. Com sua localização na costa oeste dos Estados Unidos, o local possui uma posição privilegiada para registrar todas as etapas do evento.
Curiosidades sobre eclipses lunares
Eclipses lunares não ocorrem todos os meses porque a órbita da Lua é inclinada em relação à da Terra. Para que o fenômeno aconteça, é necessário que o alinhamento ocorra em um ponto chamado “nodo”, onde Sol, Terra e Lua estão perfeitamente alinhados.
O termo “Lua de Sangue” se refere à coloração avermelhada que a Lua adquire durante um eclipse total, quando a Terra bloqueia a luz solar direta. Apesar disso, parte da luz consegue contornar o planeta ao atravessar a atmosfera, resultando em um fenômeno conhecido como dispersão.
Durante o eclipse, a Lua é iluminada pela luz filtrada, recebendo o brilho de todos os amanheceres e entardeceres ao redor da Terra. A intensidade do vermelho pode variar conforme as condições atmosféricas, como poeira ou poluição.
Com informações do Time And Date e da NASA.
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