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Eclipse lunar que deixará Lua vermelha de sangue: veja onde será visível

Eclipse lunar traz fenômeno da "Lua de Sangue" nesta terça-feira

O evento astronômico conhecido como “Lua de Sangue” ocorrerá nesta terça-feira, 3 de outubro. O fenômeno poderá ser observado nas Américas, Ásia e Austrália, embora o Brasil não esteja entre os melhores locais para sua visualização.

Durante o eclipse, a Lua se infiltra na sombra da Terra, chamada umbra, adquirindo uma coloração avermelhada. Em 2026, haverá um total de quatro eclipses, sendo que o primeiro foi um eclipse solar anular registrado em 17 de fevereiro.

O astrônomo Thiago Gonçalves, diretor do Observatório do Valongo, destaca que a geografia e o horário limitarão a visibilidade no Brasil.

“Quanto mais para o Oeste você estiver, como nas regiões do Oeste do Amazonas e Acre, melhor será a visualização, permitindo que se enxergue pelo menos parcialmente o eclipse”, explica.

Ele ressalta que, no momento em que o eclipse iniciar, a Lua já estará baixa no horizonte. “Infelizmente, quando o eclipse começar, a Lua estará muito baixa, então quem conseguir ver algo verá apenas um pouquinho”, afirma.

A previsão é que o fenômeno aconteça entre 5h e 6h da manhã, quando a Lua já estará quase se pondo. “Portanto, será um eclipse matutino, e nesse horário a Lua estará prestes a desaparecer no horizonte”, acrescenta.

O especialista sugere que o local ideal para a observação do eclipse são as regiões onde ainda será noite durante a totalidade, como as ilhas do Pacífico, Nova Zelândia e Fiji.

A coloração vermelha da Lua acontece porque a Terra se posiciona entre o Sol e a Lua, bloqueando a luz direta. Parte da luz solar atravessa a atmosfera terrestre antes de alcançar a superfície lunar.

“Assim como observamos o Sol avermelhado no horizonte devido à sua passagem por uma camada mais espessa da atmosfera, o mesmo efeito ocorre durante o eclipse. A luz azul é dispersa, permitindo que apenas a parte vermelha da luz solar chegue à Lua, resultando na chamada Lua de Sangue”, conclui.


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