Leila Barros

'É só o começo', diz Leila Barros sobre investigação do Senado no caso Master

Leila Barros comenta sobre investigação do Senado no caso Master

A senadora Leila Barros (PDT-DF), membro da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, declarou nesta quarta-feira (11/2) que as investigações em torno do Caso Master estão apenas no início. Ela destacou que novas revelações e personagens envolvidos na maior fraude do sistema bancário brasileiro ainda estão por vir.

“Diariamente, surgem novas notícias, novos envolvidos e novas conexões. Acredito que estamos apenas no começo de uma grande fraude, que traz uma sequência bizarra de situações, podendo resultar em grandes prejuízos para todos os envolvidos”, afirmou durante uma entrevista ao programa CB.Poder, uma colaboração entre o Correio Braziliense e a TV Brasília.

A senadora enfatizou que todos os membros da subcomissão estão bastante comprometidos e otimistas com os resultados das investigações. Ela ressaltou que as conversas com o Tribunal de Contas da União (TCU) e o Banco Central foram produtivas, e espera o mesmo nas reuniões programadas para o dia, que incluirão a Polícia Federal (PF) e o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin.

“Nós estamos muito envolvidos nessa investigação. Hoje, teremos encontros com o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e com o presidente Fachin do STF. Espero que essas reuniões sejam tão produtivas quanto as anteriores”, explicou.

Na opinião de Leila, a subcomissão é essencial para a criação de legislações mais eficazes, aprendendo com os erros do passado. Ela também afirmou que o objetivo do Senado não é perseguir ninguém politicamente, mas sim esclarecer questões relevantes à população.

Sobre as suspeitas envolvendo o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), a senadora considerou “impossível” que o sócio majoritário do Banco Regional de Brasília (BRB) não tenha alguma participação na fraude. Ela defendeu a necessidade de afastar Ibaneis de suas funções executivas para garantir maior transparência nas investigações.

“Defendo o afastamento dele, pois um investigado não pode comandar ou ter papel ativo na investigação, já que é o acionista majoritário do BRB e tem influência sobre as instituições do DF”, argumentou.

Leila também mencionou a necessidade de esclarecer questões relacionadas à previdência dos servidores e os benefícios da compra do Master pelo BRB, além do impacto financeiro da fraude, que pode gerar desafios orçamentários para o Fundo Constitucional do Distrito Federal nas próximas gestões.

A parlamentar concluiu que esses temas devem ser centrais nas eleições de 2026 na unidade federativa.


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