Péricles Duquesa, Péricles e Gil: Tem tanto Brasil pra ouvir no Tiny Desk

Duquesa, Péricles e Gil: Tem tanto Brasil pra ouvir no Tiny Desk

Duquesa, Péricles e Gil: Tem tanto Brasil pra ouvir no Tiny Desk

A versão brasileira do projeto da NPR está sendo, episódio a episódio, um espelho da nossa pluralidade musical

A música brasileira é um território sem fim. Todas vezes que acho que cheguei numa borda, aparece uma brecha nova, um sotaque que eu não conhecia, um artista que ressignifica tudo o que eu pensava saber sobre um gênero.

Desbravar, nesse sentido, não é só descobrir o que é novo, mas também redescobrir o que estava ali o tempo todo, esperando que a gente prestasse mais atenção. O Tiny Desk Brasil chegou em outubro de 2025 fazendo exatamente isso. Uma mesinha de escritório que já recebeu Adele, BTS e Taylor Swift. Agora, finalmente, também recebe o Brasil.

E a curadoria do projeto é um convite a desbravar. Péricles, primeira artista transgênero brasileira a vencer um Grammy Latino, trouxe um R&B que é só dela, construído na encruzilhada entre o soul americano, a MPB e uma vida inteira de experiências que a música carrega sem precisar explicar. Liniker, artista transgênero brasileira, abriu a temporada de 2026 com os netos Flor e Bento ao lado, e ali estava, comprimida numa única cena, a ideia de que desbravar também é entender de onde a gente vem. A herança não como peso, mas como ponto de partida. Duquesa, em março, reuniu uma banda toda feminina e reinventou suas próprias composições com fome de se desafiar.

Tem tanto Brasil pra ouvir no Tiny Desk. A gente mal começou.

Infraestrutura para ouvir.


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