Dossiê mpox: 16 perguntas e respostas para entender a doença
Dossiê sobre mpox: 16 perguntas e respostas para compreender a doença
Tire suas dúvidas sobre mpox, como sintomas, transmissão, vacina e o cenário no Brasil em 2026.
Introdução
A mpox, anteriormente conhecida como varíola dos macacos, é causada pelo vírus MPXV. O primeiro caso humano foi identificado em 1970, e um surto global ocorreu em 2022, com um aumento de casos em 2024. Este guia da VEJA aborda a origem, sintomas, transmissão, mortalidade, vacinação no Brasil e medidas de proteção. Conheça a evolução da doença e como se proteger.
Principais Tópicos
A mpox teve seu primeiro caso humano em 1970 e um surto global significativo em 2022, com um aumento de casos e novas variantes em 2024.
Os sintomas mais frequentes incluem febre e lesões na pele, e a transmissão se dá por contato próximo, incluindo relações íntimas, mas não de forma exclusivamente sexual.
A taxa de mortalidade global é de 3,1%, podendo ser muito maior em indivíduos com coinfecção por HIV.
No Brasil, a vacina contra mpox é disponibilizada pelo SUS para grupos prioritários, não abrangendo o público geral.
A mudança do nome de “varíola dos macacos” para “mpox” foi feita para reduzir o estigma e alinhar-se à nomenclatura global.
A mpox é originada do vírus MPXV, identificado pela primeira vez em macacos de laboratório na década de 1950. O primeiro caso humano conhecido ocorreu em 1970, na zona rural da República Democrática do Congo, iniciando o monitoramento da doença em humanos.
Desde então, a mpox tornou-se endêmica em partes da África Central e Ocidental, com registros esporádicos ao longo das décadas. Após a erradicação da varíola humana em 1980 e o fim da vacinação em massa, a doença começou a emergir nessas regiões.
Em 2022, a doença se expandiu de forma sem precedentes fora da África, com cerca de 87 mil casos e 140 mortes globalmente. A doença continua ativa, com aumento de casos em 2024 e novas variantes em circulação.
Quando começou o surto atual de mpox?
O surto global mais recente teve início em maio de 2022, quando casos surgiram rapidamente e se espalharam por 144 países. A transmissão se deu principalmente de pessoa para pessoa, especialmente em contextos de contato íntimo.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), desde janeiro de 2022, foram confirmados 179 mil casos e 483 mortes em todo o mundo. Nesse mesmo período, também houve aumento de casos e óbitos na República Democrática do Congo, com a circulação de uma nova linhagem chamada clado Ib.
A OMS declarou Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional duas vezes: em maio de 2022 e em agosto de 2024. A segunda emergência foi encerrada em 5 de setembro de 2025.
Em 2026, até 31 de janeiro, foram confirmados 1.334 casos e três mortes por mpox em 50 países. O número real pode ser maior, já que nem todos os casos são devidamente testados e registrados.
Como está a mpox no Brasil em 2026?
Até 20 de fevereiro de 2026, pelo menos 62 casos de mpox foram diagnosticados no Brasil, conforme dados do Ministério da Saúde e secretarias estaduais.
As autoridades sanitárias informam que a maioria dos casos registrados no país tem sido leve ou moderada. Até o momento, não foram registradas mortes associadas à doença em 2026.
Os sintomas iniciais mais comuns incluem febre, dor de cabeça, dores musculares, linfonodos inchados, calafrios e exaustão. O período de incubação varia de 3 a 21 dias, durante o qual a pessoa não apresenta sinais da doença.
Após alguns dias do início da febre, surgem lesões na pele que podem aparecer no rosto, mãos, pés, boca e região genital. Essas lesões evoluem de manchas para bolhas, formando crostas e eventualmente cicatrizando. Em casos mais graves, as lesões podem causar desfiguração e, se atingirem os olhos, levar à cegueira.
É possível ter mpox sem sintomas?
Estudos continuam para determinar se pessoas infectadas podem transmitir o vírus sem apresentar sinais clínicos.
Qual a mortalidade da mpox?
A mortalidade da mpox varia conforme o período, a região e as condições de saúde dos pacientes. Uma revisão com mais de 47 mil casos estimou uma taxa global de mortalidade de 3,1%.
Antes de 2016, a letalidade era de 11,4%, caindo para 2,4% entre 2016 e 2025 e para 1,5% no período pós-COVID. A mortalidade também varia geograficamente, sendo cerca de 6,3% na África e 0,1% na Europa.
O risco aumenta significativamente para pessoas com coinfecção por HIV, onde a mortalidade estimada chegou a 83,8%.
A transmissão ocorre principalmente por contato próximo com uma pessoa infectada, especialmente com lesões de pele, fluidos corporais ou objetos contaminados. Embora não seja uma doença exclusivamente sexual, pode se espalhar em contatos íntimos.
A pessoa infectada pode transmitir o vírus desde o início dos sintomas até a cicatrização completa das lesões.
Casos também foram registrados em ambiente doméstico, entre profissionais de saúde e por transmissão de mãe para feto, podendo resultar em aborto. A transmissão pelo contato com animais, comum no início da mpox, não foi registrada em 2024.
Quais são as medidas preventivas?
A principal medida preventiva é evitar contato direto com pessoas com suspeita ou confirmação da doença. Isso inclui não tocar nas lesões e não compartilhar objetos pessoais.
Quando o contato é necessário, como no caso de cuidadores ou profissionais de saúde, recomenda-se o uso de luvas, máscara, aventais e proteção ocular. Indivíduos infectados devem manter isolamento e evitar compartilhar toalhas, roupas e utensílios até o fim do período de transmissão.
A vacina para mpox está disponível no SUS?
Sim, o Sistema Único de Saúde disponibiliza a vacina contra mpox tanto para prevenção quanto para uso pós-exposição, em caso de contato de médio ou alto risco com uma pessoa infectada.
Entretanto, o imunizante não está disponível para o público geral, sendo acessível conforme
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