Dono do Botafogo, John Textor é afastado de cargo na Eagle Football Holdings
Afastamento de John Textor na Eagle Football Holdings
Nesta terça-feira (24), a Eagle Football Holdings anunciou oficialmente que John Textor deixou sua posição na diretoria do grupo.
Um comunicado divulgado pelo jornal francês L'Équipe informa que o empresário norte-americano foi "removido de sua posição" no dia 27 de janeiro.
Fontes indicam que Textor "tentou aplicar um golpe" horas antes da reunião da diretoria, mas não obteve sucesso.
A holding afirma que o dono da SAF do Botafogo "tentou demitir dois diretores independentes", com o apoio de seus advogados, após receber a notícia de sua saída pela diretoria da Eagle, incluindo Michele Kang e o grupo Ares Management.
O plano de Textor falhou, e a Eagle oficializou sua saída "com efeito imediato", deixando seu futuro incerto.
Recentemente, a Bloomberg noticiou que o fundo Ares Management começou a cobrar formalmente os 425 milhões de euros (aproximadamente R$ 2,582 bilhões) que foram emprestados à Eagle, então sob comando de Textor, para a compra do Lyon em 2022.
Até o momento, o fundo recebeu "apenas" 175 milhões de euros (cerca de R$ 1,063 bilhão), valor repassado pelo empresário após a venda de suas ações do Crystal Palace no ano passado.
Diante disso, o Ares acionou uma cláusula contratual, dando um prazo de duas semanas para Textor quitar os 250 milhões de euros (aproximadamente R$ 1,518 bilhão) restantes.
Conforme o L'Équipe, o Ares "perdeu toda a esperança" de chegar a um acordo amigável com Textor e "perdeu toda a confiança" no empresário, levando a uma cobrança mais drástica.
Além disso, a situação de Textor pode ter reflexos diretos no Botafogo, já que, antes de sua remoção, ele havia pegado um empréstimo em nome do clube com o fundo Hutton Capital, que não foi aprovado pela DNCG, entidade reguladora das finanças do futebol francês.
A atitude foi considerada pelo Ares como uma "brecha contratual intolerável", podendo resultar em consequências no Brasil.
O L'Équipe destaca que o fundo pode acionar a Justiça e a DNCG para forçar a venda do controle dos principais clubes da rede, incluindo Lyon, Botafogo e Molenbeek, com os recursos sendo utilizados para saldar a dívida contraída por Textor.
Por fim, o veículo menciona que, nos bastidores do Lyon, já se considera certo que o Ares assumirá o controle da equipe em breve, estando em contato com Michele Kang para definir os próximos passos da reestruturação financeira.
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