Domingos Brazão – Wikipédia, a enciclopédia livre
Domingos Brazão
Domingos Inácio Brazão, nascido no Rio de Janeiro em 7 de março de 1965, é um empresário atuante no setor de postos de combustíveis e um político brasileiro. Começou sua trajetória política pelo Partido Liberal (PL), passando posteriormente pelo Partido Trabalhista do Brasil (PTdoB), pelo qual concorreu à prefeitura do Rio em 2000. No ano seguinte, juntou-se ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), permanecendo no partido até 2015. Ao longo de sua carreira, foi deputado estadual por quatro mandatos completos e, durante o quinto, assumiu o cargo de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), função que exerce até hoje. Em março de 2024, foi detido sob a acusação de ser o mandante do assassinato da vereadora Marielle Franco.
Ele é irmão de dois outros políticos: Chiquinho Brazão, eleito pela primeira vez em 2016, e Pedro Brazão, que ingressou na política em 2018.
Em 1996, Domingos foi eleito vereador no Rio de Janeiro pelo Partido Liberal (PL). Dois anos depois, em 1998, foi eleito deputado estadual pelo PTdoB, recebendo 27.287 votos.
Em 2000, também pelo PTdoB, tentou a prefeitura do Rio, ficando na 8.ª colocação com 36.858 votos.
Em 2002, filiado ao PMDB, foi reeleito deputado estadual. Em 2004, enfrentou acusações de envolvimento com uma máfia do setor de combustíveis.
Em 2006, foi reeleito para seu terceiro mandato como deputado estadual, obtendo 73.263 votos. Em 2010, conseguiu uma nova reeleição na ALERJ com 91.774 votos, apesar de denúncias de compra de votos, levando à cassação de seu mandato pelo TRE-RJ. No entanto, ele conseguiu reverter essa decisão por meio de uma liminar do então ministro do TSE, Ricardo Lewandowski.
Durante as eleições de 2014, declarou apoio à reeleição de Dilma Rousseff e foi reeleito para o quinto mandato como deputado, assumindo, em abril de 2015, um dos sete cargos de conselheiro vitalício do TCE-RJ.
Em 23 de novembro de 2021, o STF manteve uma liminar que possibilitou sua recondução ao tribunal.
Em 8 de março de 1987, Domingos e Chiquinho se envolveram em um incidente violento que resultou na morte de Luiz Cláudio Xavier dos Reis e deixou Jairo Neves dos Santos ferido. Na época, os irmãos eram comerciantes de carros usados. Domingos foi preso em 8 de dezembro de 1987, mas obteve liberdade provisória em 14 de janeiro de 1988.
Enquanto atuava na ALERJ, enfrentou conflitos com a deputada Cidinha Campos (PDT), que o acusou de ofensas e ameaças.
Em 29 de março de 2017, foi alvo de mandados de prisão da Polícia Federal na Operação Quinto do Ouro, um desdobramento da Operação Lava Jato, junto a outros membros do TCE-RJ por suspeita de desvio de verbas públicas.
Assassinato de Marielle Franco
Em setembro de 2019, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, solicitou ao STJ a investigação de indícios que ligavam Domingos ao assassinato de Marielle Franco, considerando-o o principal suspeito. Ele negou qualquer envolvimento.
Em janeiro de 2024, o ex-policial Ronnie Lessa fez um acordo de delação, indicando que Domingos teria sido um dos mandantes do crime, motivado por uma vingança contra Marcelo Freixo, ex-deputado que presidiu a CPI das Milícias.
No dia 24 de março de 2024, Domingos e Chiquinho Brazão, junto com o delegado Rivaldo Barbosa, foram presos sob a acusação de serem os mandantes do atentado contra Marielle. A prisão foi parte da Operação Murder, Inc., coordenada pela PGR, MPRJ e PF.
Um relatório da Polícia Federal destacou a organização criminosa que envolve Domingos e seus associados, apontando a ineficácia do poder público em conter suas atividades antes que resultassem em homicídios.
Em 9 de maio de 2024, a PGR denunciou os irmãos Brazão e o delegado Rivaldo por mandarem matar Marielle. O processo passou a tramitar sem sigilo, revelando que Domingos havia nomeado parentes de suspeitos de milícias em gabinetes na ALERJ e no TCE.
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