Dólar sobe a R$ 5,13 após cinco quedas seguidas e Bolsa fecha em leve baixa
A moeda americana apresentou um avanço de 0,27% nesta quinta-feira, sendo negociada a R$ 5,13 após cinco pregões consecutivos de queda. Apesar da alta, o dólar se mantém próximo do menor patamar desde maio de 2024, evidenciando a desvalorização acumulada nas últimas semanas.
Durante o dia, a moeda oscilou, alcançando a máxima de R$ 5,1655, refletindo momentos de tensão no mercado internacional. Ao final do pregão, a cotação ajustou-se para R$ 5,1389, apresentando leve alta em relação ao real. Na semana, o dólar acumula uma queda de 0,71%, enquanto em fevereiro a desvalorização chega a 2,07% e, no acumulado de 2026, a moeda recua 6,38%.
Esse movimento de alta é interpretado como uma correção pontual, surgindo após uma sequência de quedas impulsionadas pela entrada de investimentos estrangeiros no Brasil e pelo aumento do interesse em mercados emergentes. As incertezas no cenário externo contribuem para essa dinâmica.
Os desdobramentos das negociações entre Estados Unidos e Irã sobre o programa nuclear iraniano aumentaram a cautela entre investidores, o que frequentemente fortalece o dólar, visto como um porto seguro em momentos de instabilidade global.
Além disso, a chamada “guerra da Ptax”, que se refere à taxa de referência do dólar calculada pelo Banco Central, também influenciou a volatilidade. Próximo do fim do mês, empresas e investidores costumam intensificar as operações de compra e venda da moeda, elevando a oscilação.
Bolsa recua e permanece próxima do recorde
O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou em queda de 0,13%, aos 190.004,20 pontos. Mesmo com essa baixa, o índice continua próximo do seu maior nível histórico, após um ano de fortes ganhos.
O recuo foi impulsionado pela desvalorização das ações de grandes empresas como Petrobras, Vale e Bradesco, que têm grande influência na composição do índice. Esse desempenho negativo acompanhou a tendência das bolsas internacionais, que também registraram perdas devido às incertezas globais.
Adicionalmente, o momento de realização de lucros, em que investidores vendem ações após períodos de valorização, também impactou o mercado. A dependência do capital estrangeiro, que representa mais de 60% das negociações na Bolsa brasileira, torna o índice vulnerável a reduções nesse fluxo, o que tende a provocar quedas.
← Voltar para as notícias