Dólar futuro ganha força com aversão ao risco; mercado vê repique ou reversão?
Dólar futuro se valoriza com aversão ao risco; mercado debate repique ou reversão
04/03/2026 06h09
A intensificação do conflito no Oriente Médio tem reforçado o dólar como o principal ativo de refúgio global. Diante das tensões entre Estados Unidos, Israel e Irã, investidores têm buscado a moeda americana, enquanto ações, ouro e títulos do Tesouro enfrentam quedas. Nesse cenário de aversão ao risco, o dólar teve uma valorização significativa, com o índice Bloomberg Dollar Spot subindo 1,5% na semana, em contraste com a perda de força de diversas moedas globais, refletindo a busca por segurança em meio às incertezas geopolíticas e ao aumento do petróleo.
No mercado interno, o dólar futuro iniciou a semana com uma recuperação, encerrando a última sessão a 5.319 pontos, após uma reação compradora expressiva. Apesar dessa alta, a estrutura técnica ainda sugere uma tendência de baixa, evidenciada pela sequência de topos e fundos descendentes dos últimos dias.
No gráfico semanal, o cenário permanece cauteloso. Em 2026, o dólar futuro acumula uma queda de 3,62% e continua dentro de um canal descendente que define a tendência geral. O preço está próximo das médias de 9 e 21 períodos, que podem atuar como pontos decisivos para os próximos movimentos. A reação recente é vista como um possível repique dentro de uma tendência de baixa mais ampla.
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Mini-índice (WINJ26): cenário externo tenso e dados do dia influenciam o índice
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No curto prazo, a recuperação recente fez o contrato ultrapassar as médias de 9 e 21 períodos, indicando uma tentativa de retomada do fluxo comprador. O Índice de Força Relativa (IFR) em 59,39, em uma região neutra, sugere que ainda há espaço para movimentações em ambas as direções, sem indicar sobrecompra ou sobrevenda.
Para que o dólar mantenha sua recuperação, será necessário superar as resistências em 5.383,5 e 5.446 pontos. Acima dessas faixas, o ativo pode ampliar seu movimento de alta em direção a 5.560, 5.614, 5.669,5 e 5.783,5 pontos.
Caso o dólar perca a região de suporte e as médias em 5.270 e 5.212 pontos, o fluxo vendedor pode se intensificar, possibilitando recuos para 5.121, 5.057,5, 4.955 e 4.905,5 pontos.
Análise técnica e tendências
O gráfico semanal ainda aponta uma predominância de baixa, com o ativo negociando dentro de um canal descendente. Apesar da recente recuperação, não houve um rompimento consistente dessa estrutura, o que mantém um viés cauteloso no médio prazo. O IFR em 45,95, também em região neutra, reforça a indefinição no curto prazo dentro de uma tendência maior de baixa.
Se o dólar perder a região de suporte em 5.121 e 5.057,5 pontos, o fluxo vendedor pode ganhar força, abrindo espaço para movimentos em 4.922 e 4.798,5 pontos, com alvos mais longos em 4.697 e 4.613 pontos.
Por outro lado, para sustentar uma recuperação mais consistente, será necessário negociar acima das resistências em 5.383,5 e 5.614 pontos. Superando essas regiões, o contrato pode buscar níveis mais altos em 5.669,5, 5.783,5, 5.899,5 e 6.117,5 pontos.
(Rodrigo Paz é analista técnico)
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