Dólar fecha a R$ 5,15 e acumula queda de 6,08% em 2026
Dólar encerra o dia a R$ 5,15 com queda acumulada de 6,08% em 2026
A moeda americana sofreu uma queda de 0,26% nesta terça-feira (24), fechando cotada a R$ 5,1554. Com isso, acumula uma desvalorização de 6,08% em relação ao real neste ano. Este é o quarto dia consecutivo de recuo, com a moeda atingindo uma mínima de R$ 5,1429, o menor patamar desde maio de 2024.
Durante o pregão, o dólar chegou a ser negociado a R$ 5,1845 pela manhã, mas perdeu força à medida que a entrada de capital estrangeiro no Brasil aumentou, além de um maior interesse por moedas de países emergentes.
Conforme informações do Banco Central do Brasil, o início de 2026 registrou uma expressiva entrada de capital externo. Em janeiro, foram US$ 3,752 bilhões em ações e US$ 6,939 bilhões em títulos da dívida, totalizando US$ 8,867 bilhões em investimentos em carteira, o maior valor desde 2018.
Esse influxo de recursos tem contribuído para a valorização do real e a redução da cotação do dólar.
Bolsa de Valores avança e supera os 191 mil pontos
A Bolsa de Valores brasileira também teve um desempenho positivo, com alta superior a 1%. O índice Ibovespa ultrapassou os 191 mil pontos pela primeira vez durante o pregão, impulsionado pela entrada de investidores estrangeiros e pela melhora do cenário global.
Esse crescimento reflete o interesse crescente pelo mercado brasileiro, que oferece taxas de juros mais atrativas em comparação a outros países.
Influências do cenário externo
O comportamento do dólar é impactado por decisões do governo dos Estados Unidos. O presidente Donald Trump anunciou a imposição de uma tarifa global de 10% sobre importações, abaixo dos 15% previamente indicados.
Além disso, a expectativa de uma possível redução na taxa de juros nos Estados Unidos tem enfraquecido o dólar no mercado internacional, beneficiando moedas como o real.
Especialistas acreditam que, enquanto a entrada de capital estrangeiro continuar e o dólar permanecer fraco no exterior, a moeda americana pode se manter em patamares mais baixos em relação ao real.
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