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Dólar fecha a R$ 5,13 e cai 2,16% em fevereiro

Dólar fecha a R$ 5,13 e registra queda de 2,16% em fevereiro

A valorização do real foi impulsionada pela entrada de US$ 8,9 bilhões em investimentos no Brasil, enquanto a Bolsa sofreu um recuo de 1,16%.

Nesta sexta-feira (27), o dólar comercial encerrou o dia com uma leve diminuição de 0,10%, cotado a R$ 5,134, o segundo menor valor do mês. No acumulado de fevereiro, a moeda americana apresentou uma queda de 2,16% e, desde o início de 2026, já acumula uma desvalorização de 6,47% em relação ao real.

A cotação do dólar permanece próxima dos menores níveis desde maio de 2024, refletindo, em grande parte, a entrada de recursos estrangeiros no país. De acordo com o Banco Central, os investimentos internacionais em carteira, apenas em janeiro, somaram US$ 8,9 bilhões, o maior volume desde julho de 2018.

Com o aumento da oferta de dólares no mercado interno, o preço da moeda tende a cair. Além disso, a taxa Selic permanece elevada, em 15% ao ano, tornando o Brasil mais atrativo para investidores estrangeiros.

Outro dado relevante para o mercado foi a divulgação do IPCA-15, que apresentou uma alta de 0,84% em fevereiro, após uma variação de 0,20% em janeiro. No acumulado em 12 meses, a inflação é de 4,10%, abaixo dos 4,50% registrados anteriormente. Esse resultado impacta as expectativas acerca da taxa de juros, que é definida pelo Banco Central.

Bolsa registra queda, mas continua atraindo investimentos

Enquanto o dólar se desvalorizou, a Bolsa brasileira, representada pelo Ibovespa, fechou em queda de 1,16%, com 188.786 pontos.

Apesar da baixa, o mercado continua a receber investimentos estrangeiros. Até o dia 20 de fevereiro, o saldo positivo de recursos na Bolsa era de R$ 35,6 bilhões.

A queda do índice também foi influenciada por ajustes de investidores e por notícias corporativas, como a reestruturação do Bradesco na área de saúde. O banco anunciou a criação de uma nova empresa que reunirá seus negócios no setor, com receita estimada em R$ 52 bilhões e mais de 13 milhões de beneficiários.

O cenário internacional também impacta o mercado, com investidores atentos a negociações entre países e mudanças na economia global, que afetam o fluxo de capitais para mercados como o brasileiro.

Os preços de commodities apresentaram valorização nesta sexta-feira, impulsionados por tensões internacionais e aumento da demanda global.

Petróleo Brent: subiu 2,86%, cotado a US$ 72,87 o barril.

Petróleo WTI: avançou 6,53%, chegando a US$ 92,68 o barril.

Ouro: teve alta de 1,03%, negociado a US$ 5.247 por contrato.

Prata: registrou uma valorização de 6%, cotada a US$ 92,20 por onça.

A valorização dessas commodities beneficia países exportadores, como o Brasil, ao aumentar a entrada de dólares e fortalecer a economia. Esses movimentos, por sua vez, influenciam diretamente o comportamento do câmbio e da Bolsa.

Movimentos futuros

A moeda americana subiu para R$ 5,13 após cinco quedas consecutivas, enquanto a Bolsa fechou em leve baixa.

A linha de microcrédito com juros de 1,99% ao mês foi anunciada pelo programa Desenvolve Roraima, destinada a trabalhadores autônomos, MEIs e microempresas em todo o Estado.

Um estudo aponta que o fim da escala 6x1 pode gerar um impacto de R$ 35 milhões por mês na economia de Roraima, com uma simulação indicando alta de até 17,95% no custo da hora trabalhada.

Com a entrada de recursos, o dólar recuou e atingiu R$ 5,12, acumulando uma desvalorização de 6,63% em 2026, enquanto a Bolsa brasileira se manteve acima dos 191 mil pontos.


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