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Dólar dispara quase 2% e fecha a R$ 5,26 com guerra no Oriente Médio pressionando mercados

Dólar sobe quase 2% e fecha a R$ 5,26 em meio a conflitos no Oriente Médio

A escalada do conflito envolvendo o Irã tem impactado os mercados, elevando a aversão ao risco e pressionando as moedas emergentes.

Nesta terça-feira, o dólar comercial encerrou com alta de 1,91%, cotado a R$ 5,263 para venda, marcando a maior valorização diária desde 2026. Durante o dia, a moeda chegou a ser negociada a R$ 5,344, um avanço de 3,47%. Essa movimentação reflete a intensificação da crise no Oriente Médio e a busca global por ativos mais seguros.

Na sessão anterior, o dólar havia fechado próximo a R$ 5,16. Com o desempenho desta terça, a moeda já acumula uma alta de 2,56% nos primeiros dois pregões de março, embora ainda tenha uma queda de 4,10% no acumulado do ano.

A crescente tensão geopolítica entre Irã, Estados Unidos e Israel gerou incertezas nos mercados internacionais. A possibilidade de restrições no tráfego do Estreito de Ormuz, responsável por cerca de 20% do petróleo mundial, intensificou os temores de interrupções na oferta da commodity e reacendeu preocupações inflacionárias.

No mercado de ações, o Ibovespa enfrentou pressão durante o dia, refletindo o cenário externo desfavorável. O índice atingiu mínimas quando o dólar alcançou seu pico, evidenciando a saída de recursos de ativos mais arriscados. As taxas de juros futuros também avançaram, à medida que as expectativas para inflação e política monetária global passaram por revisão.

No exterior, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar em relação a uma cesta de seis moedas fortes, subiu 0,47%, atingindo 98,979 pontos no final da tarde. O mercado agora espera que o Federal Reserve só realize o primeiro corte de juros em setembro, diminuindo as expectativas de novas reduções ao longo de 2026.

O petróleo exibiu forte volatilidade ao longo do pregão. O Brent chegou a subir mais de 9%, aproximando-se de US$ 85 por barril em seu pico, antes de desacelerar para ganhos abaixo de 5% no fechamento. Esse aumento reflete a elevação do prêmio de risco sobre a oferta global da commodity.

No mercado futuro brasileiro, o contrato de dólar para abril, o mais negociado na B3, avançou 1,68%, encerrando a R$ 5,304. A alta foi intensificada por ordens automáticas de proteção, que ampliaram o movimento de valorização.

O cenário combina uma forte valorização do petróleo, revisão das expectativas para juros nos Estados Unidos e fuga de capitais de ativos emergentes. O resultado foi um pregão marcado por elevada volatilidade, com o câmbio refletindo diretamente o aumento do risco geopolítico no início de março.


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