Doca da Penha – Wikipédia, a enciclopédia livre
Doca da Penha
Edgar Alves de Andrade, conhecido como Doca ou Urso da Penha, é um notório criminoso brasileiro que se destaca como um dos principais líderes da organização criminosa Comando Vermelho. Ele é responsável pelo tráfico de drogas no Complexo da Penha.
Informações sobre sua origem revelam que Doca nasceu em 24 de janeiro de 1970, em Caiçara, mas há controvérsias sobre se este local pertence à Paraíba ou ao Rio Grande do Sul. Sua ficha no site Procurados.org.br indica que ele é natural da Paraíba. Em 2007, foi preso por posse ilegal de arma e tráfico de drogas no bairro da Penha, na zona norte do Rio de Janeiro. Naquela ocasião, afirmou ser militar. Após alguns anos, sua pena foi reduzida, e ele passou para o regime semiaberto, onde, enquanto estava foragido, ganhou destaque na organização criminosa.
Atualmente, sua ficha criminal conta com 189 páginas e abrange 176 registros até 2023. Os crimes listados vão desde tráfico de drogas a homicídios, tortura, roubos e posse ilegal de armas.
Em 2021, Doca foi indiciado pelo desaparecimento, tortura e homicídio de três crianças que supostamente teriam roubado pássaros na favela Castelar, em Belford Roxo.
Em outubro de 2023, ele foi identificado como o mandante da execução de três médicos e da tentativa de homicídio de um quarto homem na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro. As vítimas, que participavam de um congresso médico, foram equivocadamente confundidas com membros da milícia do Rio das Pedras. Após o erro, Doca teria ordenado a morte de seus cúmplices.
Em 2025, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro denunciou Doca por um ataque a uma delegacia em Duque de Caxias. O objetivo do ataque era resgatar o traficante Rodolfo Manhães Viana, conhecido como Rato. Em 28 de outubro do mesmo ano, uma grande operação policial ocorreu nos complexos da Penha e do Alemão para prender membros do Comando Vermelho, incluindo Doca, que estava com uma recompensa de 100 mil reais pela captura. Segundo as autoridades, ele conseguiu escapar com a ajuda de aliados, que formaram uma barreira armada.
Como líder do Comando Vermelho, Doca é considerado uma figura central na expansão do grupo nos últimos anos. Entre 2022 e 2023, a organização aumentou em 8,4% as áreas sob seu controle e recuperou a liderança que havia perdido para as milícias. Em 2025, o Comando Vermelho dominava 51,9% das áreas controladas por grupos armados na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.
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