Helder Barbalho

Dívida do Pará cresce, mas acompanha arrecadação e Estado entra em 2026 com ampla margem fiscal

O Pará inicia o ano eleitoral com uma dívida bruta que representa 23% da RCL (Receita Corrente Líquida) e uma considerável margem fiscal.

Dados do Tesouro Nacional indicam que o Estado fechou 2025 com a nona menor dívida do Brasil. O limite, conforme a Lei de Responsabilidade Fiscal, é de 200% da RCL.

Enquanto isso, outros estados enfrentam um cenário de maior restrição fiscal. Informações do Banco Central revelam que a situação financeira dos estados se deteriorou no ano anterior.

O Rio de Janeiro ultrapassou o limite, com uma dívida de 226% da RCL. Rio Grande do Sul, Minas Gerais e São Paulo registram dívidas superiores a 100% da receita de cada um.

No entanto, a dívida do Pará aumentou nos últimos anos, saltando de R$ 4,1 bilhões em 2018 para R$ 10,3 bilhões em 2025. Apesar disso, o Estado conseguiu arrecadar mais e utilizou recursos próprios para mais da metade dos investimentos, evitando a contratação de operações de crédito.


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