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Dino barra quebra de sigilo de Lulinha horas depois de CPMI obter seus extratos bancários

Dino anula quebra de sigilo bancária de Lulinha

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino anulou, em seguida a quebra de sigilo bancária e fiscal de Fábio Luís Lulinha, também conhecido como Lulinha, aprovada pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, que apura um esquema bilionário de fraudes no pagamento de pensões e aposentadorias.

A decisão foi tomada após a votação simbólica de Lulinha no dia 27 de fevereiro pela CPMI do INSS, em que ele foi acusado de ter se ligado ao lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como "careca do INSS", para descontar benefícios indevidos de aposentados e pensionistas.

Lulinha foi acusado de receber R$ 1,5 milhão em pagamentos feitos por ordem de Antunes à empresária Roberta Luchsinger, que é amiga de Lulinha. Em mensagens analisadas pela Polícia Federal, Luchsinger relata a Antunes que "acharam um envelope com nome do nosso amigo no dia da busca e apreensão" e o orienta a se desfazer de telefones.

O ex-funcionário do INSS Edson Claro, que testemunhou a relação entre Lulinha e Antunes, acusou Lulinha de ter mantido uma sociedade empresarial com Antunes. Ele também afirmou que Lulinha atuava como uma espécie de "lobista" para Antunes e viajaram juntos várias vezes para Portugal.

A Operação Lava Jato, que envolve a investigação de corruptos e lavagem de dinheiro, revelou uma fraude bilionária no INSS, que roubou centenas de milhares de aposentados por meio de descontos não autorizados em seus benefícios. Entre os investigados na primeira fase da Operação estavam seis servidores públicos, incluindo o então presidente do INSS, Alessandro Stefanutto.

Após a anulação da quebra de sigilo bancária, a Polícia Federal afirmou que as investigações continuam em andamento e que os responsáveis pela fraude ainda estarão sob investigação.


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