Sapucaí

Desfile das Campeãs: escolas entram novamente na Sapucaí em noite marcada por críticas aos jurados e público fiel ao Mestre Ciça

Desfile das Campeãs agita a Sapucaí com críticas e homenagens

Neste sábado (21) e madrugada de domingo (22), seis escolas retornaram à Marquês de Sapucaí para o Desfile das Campeãs.

O evento reuniu as melhores escolas do Grupo Especial, mas também foi palco de críticas contundentes aos jurados. O vice-presidente da Mangueira, Moacyr Barreto, expressou seu descontentamento, dizendo que "algumas coisas os jurados não entenderam" sobre o enredo da escola.

André Vaz, diretor do Salgueiro, questionou a penalização do samba-enredo da agremiação, afirmando: "Não consigo entender porque o samba mais cantado na Marquês de Sapucaí foi punido."

Apesar das polêmicas, escolas como a Imperatriz Leopoldinense anunciaram a renovação de contratos e a rainha Iza deixou em aberto a possibilidade de continuar na agremiação.

A Mangueira foi a primeira a se apresentar sob uma leve chuva, após um forte temporal que atingiu o Rio de Janeiro. A escola perdeu décimos em várias categorias, o que a afastou das primeiras colocações. Barreto reiterou a qualidade do enredo, mas lamentou a interpretação dos jurados.

A Imperatriz Leopoldinense teve Ney Matogrosso como destaque em seu desfile, mas terminou em quinto lugar. O intérprete Pitty de Menezes e o mestre Lolo tiveram seus contratos renovados, enquanto o carnavalesco Leandro Viera ponderou sobre seu futuro, sem definir sua continuidade em nenhuma das escolas.

Com a apresentação do Salgueiro, que homenageou a carnavalesca Rosa Magalhães, a escola ficou em quarto lugar, com Guilherme Oliveira expressando orgulho pelo desfile e criticando as notas atribuídas pelos jurados. André Vaz também levantou questões sobre a avaliação.

A Vila Isabel, por sua vez, teve um enredo dedicado a Heitor dos Prazeres e conquistou o terceiro lugar, com seu presidente avaliando as penalizações de forma justa.

A Beija-Flor, vice-campeã, trouxe o "Bembé do Mercado", e sua intérprete, Jéssica Martin, destacou a felicidade pela conquista, embora tenha sentido a falta do bicampeonato. A presença do mestre Ciça ao lado da bateria da Beija-Flor emocionou os presentes.

Fechando a noite, a Unidos do Viradouro apresentou seu enredo em homenagem a Ciça, com a rainha de bateria, Juliana Paes, expressando sua gratidão por fazer parte daquela história. O presidente da Viradouro, Marcelinho Calil, destacou a sorte que a presença de Ciça trouxe à escola, celebrando a trajetória de quem dedicou sua vida ao carnaval.


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