Desembargador do TJGO que teria apalpado funcionária e tentado beijá-la é aposentado por assédio sexual
Desembargador do TJGO é aposentado por assédio sexual
O desembargador Orloff Neves Rocha, do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO), foi aposentado compulsoriamente após uma decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) nesta terça-feira, 24. Ele foi acusado de assediar uma funcionária do tribunal, com ações ocorridas em 2021, incluindo tentativas de beijá-la e toques inapropriados.
Em resposta à situação, o TJGO informou que a manifestação sobre o caso cabe à Associação dos Magistrados do Estado de Goiás (Asmego). O Jornal Opção também contatou a Asmego e aguarda retorno.
A decisão pela aposentadoria compulsória foi unânime durante a sessão do CNJ. De acordo com os registros, às vésperas de sua aposentadoria voluntária, Orloff solicitou atendimento técnico para a formatação de seu computador. Uma funcionária terceirizada atendeu ao pedido, momento em que ocorreram os assédios, incluindo uma proposta de encontro fora do tribunal.
A funcionária apresentou uma denúncia na delegacia, sob a acusação de importunação sexual, que pode resultar em pena de um a cinco anos de detenção.
O relator do Processo Administrativo Disciplinar (PAD), João Paulo Schoucair, afirmou que a conduta do desembargador "violou os deveres impostos à magistratura", ferindo princípios de integridade, dignidade e honradez, configurando assédio sexual.
Schoucair recomendou que a aposentadoria voluntária fosse convertida em aposentadoria compulsória, proposta que foi aceita pela maioria dos membros do CNJ. A decisão será comunicada ao Ministério Público do Goiás e à Procuradoria do Estado. Se a ação for considerada procedente, Orloff pode perder sua aposentadoria.
Até o momento, a defesa de Orloff Neves Rocha não foi localizada, e o espaço permanece aberto para manifestações.
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