Deputados acionam MP contra Feliciano por intolerância religiosa: 'Nenhuma obra de feitiçaria vai governar essa terra'
Deputados acionam MP contra Feliciano por intolerância religiosa
Um grupo de parlamentares protocolou uma representação no Ministério Público contra o deputado federal Marco Feliciano por declarações consideradas intolerantes em relação a religiões de matriz africana. As falas ocorreram durante um evento evangélico em Conselheiro Lafaiete, Minas Gerais, onde o deputado chamou essas práticas de "feitiçaria", gerando indignação e acusações de racismo religioso.
Feliciano, que também é pastor, fez comentários depreciativos sobre entidades religiosas africanas, afirmando que "nenhuma obra de feitiçaria vai governar essa terra". A sua fala provocou reações de deputados estaduais e vereadores que pedem ações legais e repúdio contra o discurso discriminatório.
A denúncia foi formalizada pelo deputado estadual Átila Nunes (PSD-RJ), que destacou que as palavras de Feliciano são uma "manifestação de desprezo" em relação aos praticantes dessas religiões. Ele afirmou que o deputado reduziu essas práticas a um estigma, reforçando preconceitos históricos.
Na última terça-feira, a deputada Lohanna (PV-MG) e a vereadora Damires Rinarlly (PV) também apresentaram uma queixa ao Ministério Público de Minas Gerais por conta das declarações de Feliciano. Elas enfatizaram que o evento, que teve apoio financeiro público, não deveria ser um espaço para ataques a qualquer grupo religioso.
Feliciano se defendeu, afirmando respeitar a "liberdade religiosa de todos". Em nota, ele declarou que suas manifestações visavam apenas a circulação de ideias e não tinham a intenção de ofender comunidades religiosas.
O deputado reiterou que a liberdade religiosa deve ser exercida tanto em templos quanto em espaços públicos, enfatizando o direito de pregar e tentar convencer outras pessoas a mudarem de religião.
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