André Janones

Deputado André Janones está suspenso do mandato por três meses por ofender colega no Plenário

André Janones é suspenso por três meses após ofender colega no Plenário

O deputado André Janones (Avante-MG) foi suspenso de seu mandato por três meses. O despacho, assinado pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), foi publicado em uma edição extra do Diário da Câmara dos Deputados nesta terça-feira, 15 de julho de 2025, após uma decisão do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, que ocorreu na mesma tarde, com 15 votos a favor e 3 contra.

Janones foi alvo de uma representação da Mesa Diretora da Câmara (REP 3/25), que solicitou a suspensão cautelar do mandato por seis meses e a abertura de um processo de cassação por quebra de decoro parlamentar. O conselho optou por reduzir o período de suspensão e agora deverá iniciar o processo de cassação.

O deputado é acusado de fazer manifestações gravemente ofensivas e de baixo calão contra Nikolas Ferreira (PL-MG) durante um discurso deste, no dia 9 de julho.

O relator da representação, Fausto Santos Jr. (União-AM), destacou que as ofensas geraram uma grande confusão no Plenário, que precisou ser controlada pela Polícia Legislativa, resultando na interrupção da sessão.

Ofensas homofóbicas

O relator também enfatizou que a situação se agravou pelo uso de termos homofóbicos por André Janones. "Utilizar expressões homofóbicas para insultar um adversário político é uma conduta grave e discriminatória", afirmou Fausto Santos Jr.. Ele acrescentou que essas palavras reforçam estigmas históricos e normalizam o preconceito, perpetuando a marginalização de populações no espaço público.

Defesa do deputado

Em sua defesa durante a reunião do Conselho de Ética, Janones alegou que estava no Plenário expressando suas opiniões em redes sociais sobre a taxação de produtos brasileiros pelos Estados Unidos, que era o tema do discurso de Nikolas Ferreira. "No Plenário, a sua fala não chega até a tribuna. É impossível que a fala de algum deputado atrapalhe quem está na tribuna", argumentou.

Janones também relatou ter sido fisicamente agredido durante a confusão, afirmando que sofreu chutes e outras agressões. Ele ainda declarou que não foi informado com antecedência sobre a reunião e, por isso, não teve direito a ampla defesa. O presidente do Conselho de Ética, Fabio Schiochet (União-SC), respondeu que todos os procedimentos foram seguidos e que o gabinete de Janones foi notificado na sexta-feira anterior.

Reportagem - Francisco Brandão
Edição - Ana Chalub

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