De ex-assessor de Bolsonaro a dono do Instituto Voto Legal: quem são os nomes que tiveram prisão decretada por Moraes
O ministro do STF, Alexandre de Moraes, decretou prisão domiciliar para dez indivíduos envolvidos em uma trama golpista, incluindo militares e um ex-assessor presidencial. A operação da Polícia Federal (PF) visa evitar fugas, e um dos alvos já é considerado foragido. Os detidos incluem Filipe Martins, ex-assessor de Bolsonaro, e Giancarlo Rodrigues, subtenente do Exército. As defesas variam entre críticas e concordância com a decisão judicial.
Moraes justifica sua decisão com o "fundado receio de fuga" dos condenados, um dia após a localização do ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal, Silvinei Vasques, no Paraguai.
Um dos alvos da operação não foi localizado pela PF e é considerado foragido. Os condenados pertencem a diferentes grupos de réus da trama, incluindo aqueles julgados em dezembro de 2025, novembro e outubro deste ano.
Segue a lista dos condenados, com seus respectivos núcleos:
Filipe Martins [Núcleo quatro]
Condenado a 21 anos de prisão por apresentar a Bolsonaro a chamada "minuta golpista", discutida com chefes das Forças Armadas.
Giancarlo Gomes Rodrigues [Núcleo quatro]
Subtenente do Exército, condenado a 14 anos de prisão por atuar na "Abin paralela", coordenada pelo ex-deputado Alexandre Ramagem.
Marilia Ferreira de Alencar [Núcleo dois]
Ex-diretora de Inteligência do Ministério da Justiça, condenada a oito anos de prisão por participar de bloqueios em estradas no dia da eleição.
Angelo Martins Denicoli [Núcleo quatro]
Major do Exército, condenado a 17 anos de prisão por produzir conteúdo falso sobre urnas eletrônicas.
Fabricio Moreira de Bastos [Núcleo três]
Coronel do Exército, condenado a 16 anos de prisão por elaborar uma carta pressionando o comando do Exército a aderir ao golpe.
Sergio Ricardo Cavaliere [Núcleo três]
Tenente-coronel do Exército, condenado a 16 anos de prisão por ajudar a divulgar a carta golpista.
Bernardo Romão Correa Netto [Núcleo três]
Coronel do Exército, condenado a 17 anos de prisão por organizar uma reunião com os "kids pretos" para discutir o golpe.
Ailton Gonçalves Moraes Barros [Núcleo quatro]
Ex-major expulso do Exército, condenado a 13 anos por coordenar ataques a generais e falsificar o cartão de vacina de Bolsonaro.
Guilherme Marques Almeida [Núcleo quatro]
Tenente-coronel do Exército, condenado a 13 anos por disseminar notícias falsas sobre as urnas eletrônicas.
Carlos Cesar Moretzsohn Rocha [Núcleo quatro]
Presidente do Instituto Voto Legal, condenado a sete anos de prisão e considerado foragido pela PF.
O advogado Ruyter de Miranda Barcelos, que defende Bernardo Romão, afirmou que seu cliente cumpriu todas as medidas cautelares e considera a prisão desnecessária.
A defesa de Ângelo Denicoli disse que ele observará as condições da determinação do STF. A defesa de Filipe Martins criticou a decisão de Moraes, classificando-a como abuso de autoridade.
A defesa de Carlos César Moretzsohn Rocha aguarda a publicação da decisão para eventual recurso, informando que ele mudou de endereço e não revelou o novo.
As defesas de Giancarlo Gomes Rodrigues e Marília Ferreira de Alencar optaram por não se manifestar, enquanto as demais não responderam.
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