De elite?
Análise da Linguagem e Realidade
A linguagem, com seus múltiplos aspectos, pode tanto ocultar quanto revelar, suavizar ou intensificar, perdoar ou condenar, aceitar ou rejeitar. Filólogos argumentam que existe uma diplomacia linguística que se adapta a diferentes contextos de expressão, permitindo que a verdade se esconda de maneira sutil e, por vezes, elegante.
Recentemente, uma matéria do jornalista Tulio Kruse, publicada na Folha de S. Paulo, chamou a atenção ao abordar o aumento das mortes causadas pela elite da PM. Ao verificar os dados, nota-se que o recorde de letalidade policial no Brasil foi registrado pela Rota, com 834 ocorrências, sem contar os casos letais atribuídos aos Batalhões de Ações Especiais de Polícia.
Esses números, por si só, servem como referência, mas é essencial refletir sobre o que a linguagem consegue disfarçar. A palavra ‘elite’ atua como uma máscara, suavizando realidades que precisam ser confrontadas. É inegável que existem denúncias sobre ações violentas, muitas vezes contra pessoas inocentes, além das vítimas de balas perdidas em comunidades vulneráveis.
Confrontar grupos armados, equipados com tecnologia avançada, é um desafio imenso. Contudo, a designação de tropas como de elite levanta questões: essa expressão reflete um padrão elevado de atuação ou uma licença para matar? O que dizer às comunidades que enfrentam a repressão e a violência quando os policiais desligam suas câmeras?
A ação policial se manifesta em dois níveis: a dissuasão, que visa prevenir crimes, e a repressão, que busca contê-los. O sistema de segurança pública brasileiro tem falhado na dissuasão, embora tenha obtido alguns sucessos no combate ao crime organizado. A eficácia da inteligência policial é crucial para enfrentar as facções, mas isso requer uma presença policial visível nas ruas.
Novidades Religiosas e Políticas
O RN pode receber três novos bispos: Monsenhor Aerton Sales da Cunha, de Ceará Mirim; Monsenhor Valquimar Nogueira, vigário geral da Arquidiocese; e o padre Edson Medeiros de Araújo, de Caicó. Discutem-se também os nomes dos monsenhores Valdir Cândido e Charles Dickson.
Na política, a governadora Fátima Bezerra anunciou sua renúncia, gerando especulações sobre seu futuro. O ambiente político é volátil, e a possibilidade de apoio em caso de não chegada ao segundo turno é um tema em discussão.
Em relação ao salário mínimo, 2026 marca seus 90 anos. Atualmente, o valor é de R$ 1.621,00, estabelecido por Getúlio Vargas.
A manipulação e desinformação são preocupações para o próximo ano eleitoral, conforme alerta disseminado em diversas plataformas.
Reflexões Literárias
O poeta Sérgio Vaz faz um aviso em suas obras, estimando a importância de se manter firme em tempos difíceis.
Por fim, uma fonte ligada ao PT assegurou que o deputado Ezequiel Ferreira não se oporá a Fátima Bezerra, independente de sua posição na política.
A biografia de Joseph Fouché, escrita por Stefan Zweig, é recomendada para quem busca entender a complexidade da política. O posfácio de Alberto Dines também é destacado por sua profundidade sobre o personagem.
Os artigos assinados não refletem necessariamente a posição da TRIBUNA DO NORTE, sendo responsabilidade exclusiva de seus autores.
Atualizações Recentes
A Aneel aprovou um edital de leilão que pode trazer R$ 570 milhões para o RN.
Na Copa do Brasil, o América venceu o GAS-RR por 3 a 0.
O prazo de defesa da Brisa (PT) termina hoje, com audiência final já agendada.
A Assembleia está acelerando as regras para uma possível eleição indireta no Rio Grande do Norte.
Líderes do PL e União tentam barrar a votação da escala 6×1.
A arrecadação atingiu um recorde de R$ 325,7 bilhões em janeiro.
Por fim, o risco de morte associado à atividade física excessiva e as influências sobre a cultura seridoense também foram temas de discussão.
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