Damares Alves

Damares diz que CPMI identificou 'grandes igrejas' e pastores no esquema de fraudes no INSS

CPMI do INSS sob pressão de líderes religiosos

A senadora Damares Alves trouxe à tona que a CPMI do INSS enfrenta pressões de líderes religiosos após a identificação de "grandes igrejas" e pastores envolvidos em fraudes. Ela enfatizou as tentativas de obstrução das investigações, que têm revelado a complexidade do esquema.

Durante uma entrevista ao SBT News, Damares comentou sobre a resistência que a comissão enfrenta: “(Estão tentando atrapalhar as investigações) O tempo todo. É doloroso saber que estamos identificando igrejas ligadas a fraudes. Quando mencionamos um grande pastor, a comunidade se mobiliza: 'não falem, não digam, não investiguem, porque os fiéis vão ficar muito tristes'”.

A senadora destacou que a CPMI tem sido alvo de lobbys que buscam impedir o progresso das apurações. Ela expressou sua surpresa com a profundidade das descobertas feitas até agora.

O presidente da CPMI, Carlos Viana, propôs uma prorrogação de 60 dias para as atividades da comissão, visando aprofundar as investigações. Viana afirmou: “Diante da dimensão nacional e da profundidade desse esquema, é absolutamente indispensável a prorrogação da CPMI por mais 60 dias. Somente assim será possível rastrear patrimônio oculto e garantir justiça às vítimas”.

Desde o início dos trabalhos, a comissão realizou 28 reuniões e ouviu 26 testemunhas, incluindo dois ex-ministros da Previdência. O relatório final, que deve ser apresentado em fevereiro, incluirá a análise de 4.800 documentos e a identificação de 108 empresas suspeitas, além de um pedido ao STF para a suspensão de quase 2 milhões de contratos de empréstimo consignado suspeitos de irregularidades.

Damares acredita que a CPMI marca uma nova era nas comissões parlamentares, prometendo entregas significativas que atravessam diferentes campos políticos.


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