Damares Alves defende ação integrada contra desaparecimento infantil
Damares Alves enfatiza necessidade de ação integrada contra desaparecimento infantil
Brasília (DF) – Durante uma audiência na Comissão de Direitos Humanos do Senado nesta segunda-feira (02), a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) abordou a urgência de estabelecer uma política nacional unificada para combater o desaparecimento de crianças e adolescentes no Brasil.
A senadora, que também ocupa o cargo de secretária nacional do Mulheres Republicanas e preside a CDH, destacou que o país registrou 81 mil casos de desaparecimento em 2024, representando um aumento de 4,9% em comparação ao ano anterior. Ela acredita que o número real pode ser ainda maior devido à subnotificação e à falta de um sistema de dados unificado entre os estados. “O desaparecimento de crianças e adolescentes é um fenômeno complexo que envolve aspectos sociais, familiares, institucionais e criminais, exigindo uma abordagem integrada entre políticas de segurança pública, justiça, assistência social e proteção à infância”, afirmou.
A senadora também classificou essa questão como uma grave violação de direitos humanos e defendeu a necessidade de respostas rápidas e coordenadas por parte das instituições. Para ela, é essencial fortalecer a colaboração entre a União, estados e municípios, além de estabelecer ferramentas nacionais para prevenção, investigação e localização.
O debate incluiu casos recentes de desaparecimento ocorridos na Ilha do Marajó (PA), no Rio de Janeiro e no Maranhão. Durante a audiência, tanto autoridades quanto familiares de crianças desaparecidas compartilharam os desafios operacionais, estruturais e emocionais enfrentados nas buscas.
Damares Alves ressaltou a importância de iniciativas como o Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas e o Alerta Amber, argumentando que o Brasil deve avançar na integração de dados e na padronização de protocolos para aumentar a eficácia das operações de busca.
Ao final, a parlamentar enfatizou que o enfrentamento do desaparecimento infantil deve ser uma prioridade absoluta do Estado. “Não podemos aceitar números tão alarmantes como naturais. Cada criança desaparecida representa uma família dilacerada e um direito fundamental violado”, concluiu.
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