'Cumpri o regimento', diz Carlos Viana, presidente da CPMI do INSS
Carlos Viana defende cumprimento das normas na CPMI do INSS
O presidente da CPMI do INSS, Carlos Viana (Podemos-MG), manifestou não estar surpreso com a decisão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que manteve a votação de quinta-feira (25), contestada por aliados do governo. Naquela ocasião, o colegiado aprovou, entre outros requerimentos, a quebra de sigilo de Fabio Luis Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Em coletiva realizada nesta terça-feira (3), Viana ressaltou seu respeito ao direito dos governistas de recorrer — senadores e deputados alegam que a maioria da comissão teria rejeitado os requerimentos da pauta —, mas reafirmou sua convicção de que seguiu o regimento desde o início. Ele destacou que 31 parlamentares estavam com presença registrada e que, na votação simbólica, seriam necessários 16 votos contrários.
Viana afirmou que sua decisão foi estritamente técnica e que o painel indica a presença dos parlamentares. Ele observou que, se a base do governo desejava agir em bloco para anular as votações, deveria ter respeitado o que o regimento estipula.
As cenas de agressão presenciadas na CPMI durante a votação envergonham o Parlamento, segundo o senador, que espera que a decisão de Davi encerre a polêmica. Ele reafirmou que a CPMI continuará a expor à população o escândalo do INSS.
Viana também garantiu que não blindará ninguém e que, como presidente, colocará em votação todos os requerimentos, independentemente de quem sejam os envolvidos.
Senadores de variados partidos comentaram a decisão de Davi. O líder da Oposição, Rogério Marinho (PL-RN), afirmou que a manutenção da votação trouxe esperança àqueles que buscam avançar nas investigações.
Eduardo Girão (Novo-CE) elogiou a firmeza da decisão, ressaltando que ela eleva a imagem da Casa num momento de incertezas.
Por outro lado, o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), salientou que a decisão uniformiza procedimentos e servirá de parâmetro para situações futuras, enfatizando a importância da colegialidade no Congresso Nacional. Ele afirmou que, embora se lute para vencer, também se aceita a derrota, e destacou a importância de que todas as investigações sejam realizadas com integridade.
Randolfe ainda comparou a quebra de sigilo do filho de Lula com outras situações que não foram apreciadas, defendendo a aprovação de requerimentos pela CPMI.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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