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Cuba parece manter suspeitos de ação com lancha detidos em hospital

Cuba mantém feridos detidos em hospital após tentativa de infiltração

Cuba está mantendo em um hospital, pelo menos, alguns dos seis feridos detidos após um ataque envolvendo dez cidadãos cubanos exilados, armados e em uma lancha, que tentaram entrar no país.

Quatro pessoas que estavam na embarcação morreram na quarta-feira (25) durante uma troca de tiros com as forças cubanas, conforme informações do Ministério do Interior cubano. A lancha, registrada na Flórida, foi interceptada próxima à costa norte de Cuba.

Esse incidente ocorre em um momento de crescente tensão entre os EUA e Cuba. Desde a captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro, aliado de Cuba, em 3 de janeiro, o presidente dos EUA, Donald Trump, endureceu as sanções econômicas contra a ilha.

Investigação independente dos EUA

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, declarou que o governo americano está conduzindo uma investigação independente sobre o ocorrido e que a embaixada dos EUA em Havana está tentando contatar os sobreviventes para verificar se algum deles possui cidadania americana ou residência permanente. Rubio enfatizou que não se tratava de uma operação do governo dos EUA.

Reações e promessas de defesa

Politicos da Flórida manifestaram a intenção de realizar suas próprias investigações, expressando desconfiança em relação à versão cubana dos fatos.

Cuba anunciou que os seis sobreviventes estão recebendo tratamento médico, e alguns deles estariam sob custódia no Hospital Clínico-Cirúrgico Provincial Arnaldo Milian Castro, localizado em Santa Clara, a cerca de 250 km de Havana.

O hospital estava sob intensa vigilância, com agentes de segurança confirmando a presença dos detidos, mas sem fornecer mais informações. Tropas do Ministério do Interior também foram vistas entrando e saindo do local.

Promessa de defesa contra agressões

Na quinta-feira (26), o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, reafirmou que o país se defenderá com rigor contra qualquer tentativa de agressão. Ele declarou: "Cuba se defenderá com determinação e firmeza contra qualquer agressão terrorista e mercenária que busque afetar sua soberania e estabilidade nacional."

Díaz-Canel também ressaltou que Cuba não é uma ameaça, repetindo uma posição histórica frente às sanções econômicas impostas pelos EUA.

Cuba alega que os envolvidos na tentativa de infiltração eram cidadãos cubanos contrários ao governo, alguns dos quais já estavam sendo procurados por planejarem atos de violência. Os suspeitos chegaram dos EUA armados com fuzis de assalto, pistolas e outros equipamentos bélicos.

Identificação dos detidos e vítimas

Cuba informou que dois dos detidos, Amijail Sanchez Gonzalez e Leordan Enrique Cruz Gomez, já eram procurados por supostos planos de ataque. Os outros quatro foram identificados como Conrado Galindo Sariol, José Manuel Rodríguez Castello, Cristian Ernesto Acosta Guevara e Roberto Azcorra Consuegra.

Além disso, um outro cidadão cubano, Duniel Hernandez Santos, foi detido em território cubano por ter viajado dos EUA para ajudar os homens.

Entre as vítimas fatais, uma foi identificada como Michel Ortega Casanova, enquanto as outras três permanecem sem identificação.


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